AES Eletropaulo quer usina térmica antiapagão

O Grupo AES Brasil, que controla a distribuidora Eletropaulo, propôs ao Ministério de Minas e Energia a construção de uma térmica antiapagão, em São Paulo. O assunto não entusiasmou o governo, informa reportagem de Agnaldo Brito publicada na Folha nesta quinta-feira.
A ideia do projeto é viabilizar leilões regionais de geração de energia. A oferta dessa energia não ficaria apenas disponível ao SIN (Sistema Interligado Nacional), mas poderia ser usada também para restabelecer o fornecimento numa emergência.
Esse gerador teria o direito de acionar a termelétrica a fim de retomar o fornecimento de energia para uma região importante, como a Grande São Paulo, num eventual apagão, a exemplo do que ocorreu em novembro de 2009 e deixou 18 Estados no escuro.
"A Eletropaulo levou entre cinco e seis horas para restabelecer o sistema. Se tivéssemos uma termelétrica, poderíamos ligá-la e, assim, retomar o fornecimento num prazo menor de tempo", afirma Britaldo Soares, presidente da AES Brasil.
O plano da AES é incluir seu projeto Termo São Paulo, uma usina térmica a gás natural de 550 MW de capacidade instalada, num leilão de energia regional.
Fonte: Folha Online
Site: http://folha.com/no1011123
Sites de compra coletiva querem reduzir queixas, diz Procon

Os principais sites de compra coletiva do país se comprometeram a implantar melhorias para reduzir o número de queixas no Procon-SP, informou nesta sexta-feira o órgão de defesa do consumidor.
De acordo com nota do Procon-SP, integrantes da Câmara e.net (Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico) comprometeram-se a estabelecer parceria com o órgão recomendando aos associados a inserção na página principal do site dados como CNPJ, endereço e telefone do SAC (serviço de atendimento ao consumidor).
"Pedi a todos que tenham muita atenção com o SAC, que deve funcionar com eficácia e rapidez. Não é possível recebermos reclamações de consumidores que apresentam vários números de protocolo, sem que o problema tenha sido resolvido", disse o diretor-executivo do Procon-SP, Paulo Arthur Góes.
Também ficou acordada a inclusão, na página, do número dos produtos no estoque dos fornecedores de cada item comercializado. Em breve, a Câmara e.net deverá produzir, em parceira com o Procon-SP, uma cartilha de orientação ao consumidor sobre compras coletivas.
Ainda segundo a nota, participaram do encontro representantes de sites como Peixe Urbano, Groupon, Click On e Clube do Desconto. O Procon-SP informou que eles assumiram que, devido ao rápido crescimento do setor, ainda estão aprendendo a lidar com problemas gerados com ofertas de gastronomia, moda, estética, saúde e entretenimento, entre outros.
"Mas, segundo o grupo da Câmara E. Net, buscam o aperfeiçoamento de ferramentas para eliminar maus fornecedores e agilizar o atendimento ao consumidor", informa a nota.
"O diálogo é sempre importante porque todos saem ganhando. Por um lado, o consumidor que já aprendeu a buscar seus direitos e, por outro, a empresa, que tenho certeza não trabalha com o objetivo de sair do mercado ou perder clientes pelo mau atendimento ou não cumprimento do Código de Defesa do Consumidor", disse Góes.
Na segunda-feira, o Procon-SP informou que autuou três sites de compras coletivas por descumprirem o Código de Defesa do Consumidor. O Groupon, ClickOn e Peixe Urbano são acusados de não garantirem a qualidade dos serviços oferecidos, se negarem a devolver valores nos casos de não prestação do serviço, informarem percentual de desconto incorreto, entre outros problemas.
Além deles, onze estabelecimentos que vendem produtos e serviços por meio dos sites foram autuados.
Na ocasição, o Groupon informou que "encaminhará a resposta através de seu departamento jurídico dentro do prazo legal estipulado, assim como os argumentos de defesa os quais serão apresentados quando necessários e reforça a solidez e compromisso em oferecer produtos e serviços de qualidade para todos os consumidores".
Já o Peixe Urbano declarou que o caso está sob análise do departamento jurídico. "Nós continuaremos investindo para melhorar cada vez mais a experiência dos nossos usuários, visando estar não apenas em cumprimento com a legislação, mas fazer ainda mais do que o esperado colocando sempre os interesses e a satisfação dos nossos usuários e parceiros em primeiro lugar".
O ClickOn disse que cumpre com todas as normas de defesa do consumidor, "mas o desafio, nesta etapa de consolidação do segmento, é garantir que nossos parceiros também as cumpram".
Fonte: Folha Online
Site: http://folha.com/no1010963
Aneel aprova cobrança de luz segundo o horário de consumo

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou nesta terça-feira uma nova forma de cobrança na conta de luz. O consumidor que optar pela modalidade terá tarifas diferenciadas de acordo com o horário, sendo a energia no horário de pico a mais cara.
A nova regra passará a vigorar a partir de janeiro de 2014 para os consumidores que quiserem e que tiverem medidor eletrônico de energia. Em 2013, serão feitas simulações, e os resultados, divulgados.
Haverá três momentos tarifários: ponta (pico), fora de ponta e intermediário.
A nova regra aprovada define que o horário de pico terá tarifa cinco vezes maior do que o horário fora de pico. O horário intermediário terá tarifa três vezes maior que o momento fora de pico.
O horário de pico terá três horas de duração. O intermediário terá duas, uma antes e outra depois do horário de pico. Cada distribuidora vai determinar seu horário de pico, mas a decisão terá de passar por consulta pública e passar pelo crivo da Aneel.
O objetivo da mudança é alterar os hábitos de consumo e desafogar as linhas de transmissão nos horários em que há mais demanda por energia. O mesmo raciocínio é a justificativa para o horário de verão, que visa deslocar o consumo para mais tarde da noite.
Geralmente o horário de pico vai das 18h às 21h.
De acordo com a Aneel, a nova modalidade será adequada para os consumidores que têm flexibilidade para alterar os modos de consumo de energia elétrica.
Além de reduzir o consumo durante os horários de maior carregamento do sistema elétrico, a agência espera que o consumidor se oriente pelos resultados dos testes de 2013 e decida aderir à nova forma de cobrança caso esteja seguro de que haverá redução da sua fatura.
A nova modalidade tarifária será opcional para todos os consumidores residenciais, exceto para o mercado de baixa renda, que já conta com a chamada tarifa social.
Fonte: Folha Online
Site: http://folha.com/no1010538
Inflação do aluguel desacelera para 0,40% em novembro, mostra prévia

A inflação desacelerou na segunda prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), segundo informou hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O indicador subiu 0,40% em novembro, após registrar alta de 0,50% na segunda prévia de outubro.
A taxa acumulada do IGP-M é usada no cálculo de reajuste nos preços dos aluguéis. Até a segunda prévia de novembro, o IGP-M acumula aumentos de 5,12% no ano e de 5,84% em 12 meses. O período de coleta de preços para cálculo da segunda prévia do IGP-M deste mês foi do dia 21 de outubro a 10 de novembro.
O resultado mensal de novembro ficou no piso das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pela Agência Estado (de 0,40% a 0,51%), mas acima da mediana das expectativas (0,45%).
No caso dos três indicadores que compõem a segunda prévia do IGP-M de novembro, o Índice de Preços ao Produtor Amplo - Mercado (IPA-M) subiu 0,44% na prévia anunciada hoje, após avançar 0,66% em igual prévia do mesmo índice em outubro. Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor - Mercado (IPC-M) teve alta de 0,30% na segunda prévia deste mês, em comparação com a taxa positiva de 0,23% na segunda prévia do mês passado. Já o Índice Nacional de Custos da Construção - Mercado (INCC-M) registrou taxa positiva de 0,37% na segunda prévia do indicador deste mês, após registrar elevação de 0,12% na segunda prévia de outubro.
A inflação agropecuária voltou a ganhar fôlego no atacado. Os preços dos produtos agropecuários atacadistas subiram 0,49% na segunda prévia do IGP-M de novembro, frente à elevação de 0,07% apurada na segunda prévia do mesmo índice em outubro. Segundo a FGV, os preços dos produtos industriais assumiram trajetória contrária a dos agrícolas, e subiram 0,42% na segunda prévia de novembro, em comparação com a alta de 0,87% na segunda prévia de outubro.
No âmbito do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais subiram 0,39% na segunda prévia de novembro, após caírem 0,24% na segunda prévia de outubro. Já os preços dos bens intermediários apresentaram alta de 0,31% na prévia divulgada hoje, em comparação com a elevação de 0,99% na segunda prévia do IGP-M de outubro. Por fim, os preços das matérias-primas brutas tiveram taxa positiva de 0,65% na segunda prévia de novembro, em comparação com a elevação de 1,27% na segunda prévia de outubro.
Fonte: Estadão Online
Site: http://goo.gl/C7O1N
Juro do crédito pessoal chega a 68% ao ano, seis vezes a Selic

O consultor financeiro Rubens Tadeu de Castro, 43, decidiu aplicar na vida pessoal os conselhos que dá às companhias de pequeno e médio portes que assessora.
Há cerca de um mês, trocou dívidas mais caras --como a do cartão de crédito (juro médio de 10,7% ao mês, 238% ao ano) e a do cheque especial-- por outra mais barata. E usou parte do dinheiro emprestado para investir na empresa que possui.
"Peguei R$ 70 mil por meio de refinanciamento imobiliário, com taxa de 19% ao ano [1,46% ao mês] em dez anos. Com isso, minha prestação com dívidas, que superava R$ 4.000 por mês, passou para R$ 1.300", diz Castro.
Mas ainda são poucos os que fazem essa reestruturação das dívidas pessoais. E menos ainda os que se dão conta de quanto vão pagar de juros ao final do empréstimo.
Das linhas de crédito consideradas pelo Banco Central para o cálculo do juro bancário médio --excluindo, portanto, financiamento imobiliário e cartão de crédito--, o cheque especial é a opção mais cara ao consumidor, com taxa de 9,17% ao mês, ou 186,7% ao ano.
O crédito pessoal (sem contar o empréstimo consignado, descontado em folha de pagamento) cobra, em média, juro de 4,42% ao mês, ou 68% ao ano --seis vezes o juro básico da economia brasileira (a taxa Selic), que está em 11,5% ao ano e pode chegar a um dígito em 2012.
O quadro ao lado traz simulações de empréstimos de R$ 70 mil por cinco anos --prazo em que Castro pretende quitar sua dívida-- em diversas modalidades.
São situações hipotéticas, mas que ilustram as variações possíveis nos valores cobrados do cliente ao final do prazo do empréstimo, conforme o tipo de crédito e as taxas de juros de cada uma delas.
No crédito pessoal (excluindo o consignado), o valor total a ser pago à instituição financeira salta para R$ 200,6 mil.
E se alguém ficasse devendo R$ 70 mil constantemente no cheque especial por cinco anos --caso teórico que dificilmente aconteceria na vida real, pelo valor elevado e o prazo longo-- pagaria, ao final, mais de R$ 13 milhões.
"Os juros no Brasil são muito punitivos", diz Erasmo Vieira, consultor da Planilhar Planejamento Financeiro.
"É preciso saber escolher o tipo de crédito mais adequado ao propósito que se tem, e avaliar se há condições para tomar o empréstimo ou se é melhor adiar a decisão."
Fonte: Folha Online
Site: http://folha.com/no1009447
Aviso prévio maior vale só para empregado

Para o Ministério do Trabalho, a nova lei que amplia o aviso prévio de 30 para até 90 dias, sancionada no mês passado pela presidente Dilma Rousseff, é válida somente no caso dos trabalhadores, e não dos empregadores.
Ou seja, o funcionário que pede demissão não estaria obrigado a cumprir um aviso prévio superior a 30 dias, não importando o tempo que tenha trabalhado na empresa. É o que diz um memorando interno da Secretaria de Relações do Trabalho.
O Ministério do Trabalho confirma a existência do memorando, mas faz a ressalva de que não se trata da posição oficial da pasta.
O texto seria apenas uma orientação preliminar para os servidores das superintendências regionais, e um decreto, portaria ou instrução normativa ainda pode ser publicado pelo governo para esclarecer oficialmente dúvidas sobre a nova lei.
Advogados ligados a empresas ou a entidades de classe condenam a posição expressa no memorando. A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) afirmou, em nota divulgada logo que a lei foi sancionada, que acredita que a ampliação vale para as duas partes.
"A nova lei se aplica aos empregadores e aos empregados. Se a iniciativa da demissão é do empregado, cabe a ele cumprir o aviso prévio proporcional ao tempo de serviço conforme previsto na lei. Se a iniciativa for do empregador, e sendo sem justa causa, a empresa deve aplicar ou indenizar o aviso", diz nota técnica preparada pela entidade empresarial.
A lei que ampliou o aviso prévio passou a valer desde o dia 13 do mês passado. Além da dúvida em relação à validade da nova legislação também para as empresas, não foi resolvida a lacuna do texto que diz respeito a se o benefício será retroativo aos trabalhadores demitidos nos últimos dois anos.
Outro ponto que o Ministério do Trabalho quer ver esclarecido é a partir de quando começa a contagem do adicional de três dias: se já após o primeiro ano na mesma empresa ou se para cada ano adicional de serviço depois dos 12 meses iniciais.
Para ter direito aos 90 dias, o trabalhador terá que ter trabalhado pelo menos 20 anos na mesma empresa.
Fonte: Folha Online
Site: http://folha.com/no1008258
Perspectiva de inadimplência recua para consumidores e empresas

A perspectiva de inadimplência das empresas num horizonte de seis meses caiu 0,3% em setembro, registrando o primeiro recuo deste indicador em onze meses, de acordo com pesquisa da Serasa Experian divulgada nesta quinta-feira.
A continuidade da redução da taxa de juros Selic, promovendo um barateamento do custo financeiro do capital de giro e reativando o dinamismo da economia, bem como a melhora dos níveis de inadimplemento dos consumidores, deverão contribuir para reverter o atual momento de dificuldade que as empresas estão tendo para honrar seus compromissos, observam os economistas da Serasa.
Para o consumidor, o indicador caiu 1,5% em setembro, apresentando a sexta queda mensal consecutiva.
A diminuição da inflação, o patamar historicamente baixo das taxas de desemprego e o crescimento mais moderado do endividamento deverão contribuir para melhorar.
Fonte: Folha Online
Site: http://folha.com/no1007860
Setor têxtil do País fatura US$ 60 bi

Um estudo feito no Brasil aponta que 27,1% dos consumidores entrevistados verificam as etiquetas das peças dos artigos de vestuário para saber a origem do produto. Os números fazem parte de uma pesquisa que a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior lançaram na semana passada.
A pesquisa mostra também que as mulheres são as maiores responsáveis, com 84,6%, pela escolha de pelas de vestuários ou artigos de moda para si próprias ou para a família.
Quarto maior do mundo e com um contingente de 1,7 milhão de empregados, o setor têxtil e de confecção do Brasil faturou US$ 60 bilhões no ano passado.
Ainda, segundo o levantamento, no Brasil a participação do gasto com vestuário no total de despesas das famílias é de 5,5%, sendo que a região Norte apresentou o maior índice: 7,4%.
Os pagamentos das compras de artigos de vestuário com dinheiro em espécie ainda é preferido por 56,4% dos entrevistados, seguido pelo cartão de crédito com 30,4%.
Feito na tentativa de se compreender melhor o cenário atual da indústria têxtil, que enfrenta uma crescente concorrência de produtos originários da Ásia, o estudo toma por base nas entrevistas de 1.900 pessoas de ambos os sexos.
As entrevistas foram feitas entre os dias 1º e 20 de fevereiro nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Recife e Salvador.
O ministério e a ABIT entendem que, ao mapear os novos padrões de consumo, será possível traçar estratégias que possibilitarão uma vantagem competitiva frente aos importados.
Fonte: Jornal da Tarde
Site: http://goo.gl/UxGnF
Inflação para baixa renda desacelera em outubro

A inflação percebida pelas famílias de baixa renda desacelerou em outubro. É o que mostra o Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1), usado para mensurar o impacto da movimentação de preços entre famílias com renda mensal entre 1 e 2,5 salários mínimos. O indicador, divulgado hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), subiu 0,11% no mês passado, depois de registrar elevação de 0,55% em setembro. O índice acumula alta de 4,41% no ano e de 6,71% nos últimos 12 meses.
A taxa do IPC-C1 em outubro ficou abaixo da inflação média apurada entre as famílias mais abastadas, com renda mensal entre 1 e 33 salários mínimos, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Brasil (IPC-BR). Esse indicador mostrou alta de 0,26% em outubro.
A taxa de inflação acumulada em 2011 do IPC-C1 também foi menor que a apresentada para o mesmo período pelo IPC-BR, que subiu 4,96% no período. Nos últimos 12 meses, o IPC-BR registrou variação de 6,78%, patamar também acima do IPC-C1.
Cinco das sete classes de despesa componentes do IPC-C1 tiveram decréscimos em suas taxas de variação: Alimentação (0,58% para -0,16%). Habitação (0,89% para 0,45%), Vestuário (1,22% para 0,74%), Despesas Diversas (0,16% para 0,01%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,04% para -0,01%). Contribuíram para estes movimentos os itens: frutas (4,97% para -1,11%), taxa de água e esgoto residencial (1,54% para 0,76%), roupas (1,47% para 0,83%), alimento para animais domésticos (0,38% para 0,19%) e artigos de higiene e cuidado pessoal (0,11% para -0,22%), nessa ordem.
Por outro lado, o grupo Educação, Leitura e Recreação (0,00% para 0,44%) apresentou acréscimo em sua taxa de variação. A principal influência partiu do item hotel (de 0,17% para 0,65%). A taxa do grupo Transportes permaneceu sem variação.
Fonte: Estadão Online
Site: http://goo.gl/npgTa
Vale lança oferta para fechar capital de área de fertilizantes

A Vale anunciou nesta quarta-feira que vai lançar uma OPA (Oferta Pública para Aquisição) de até 100% das ações de emissão da Vale Fertilizantes em circulação no mercado, valor que pode chegar a R$ 2,2 bilhões. Segundo comunicado da empresa, o leilão acontecerá em 12 de dezembro.
Através da sua subsidiária Naque, a Vale vai publicar amanhã (10) o edital da oferta de ações para cancelar seu registro de companhia aberta. O preço por ação da Vale Fertilizantes a ser pago será de R$ 25, em dinheiro, tanto para as ações ordinárias quanto para as ações preferenciais.
Segundo a mineradora, a OPA está sujeita, para sua eficácia, à aceitação por mais de dois terços dos acionistas que se habilitarem a participar da oferta. Na hipótese de não ser alcançada a meta, a empresa desistirá da oferta.
Caso todos os acionistas participem da oferta de ações, a Vale desembolsará, através da Naque, os R$ 2,2 bilhões.
Os acionistas que desejam participar do leilão devem se habilitar nos termos do edital, que estará disponível, junto com o laudo de avaliação, nos sites da Vale, da Vale Fertilizantes, da CVM e da BM&FBovespa.
A OPA será intermediada pelo banco Morgan Stanley.
Fonte: Folha Online
Site: http://folha.com/no1004336
Shoppings de São Paulo já estão em clima de Natal

A decoração de Natal já chegou aos shoppings da cidade de São Paulo. Tem Papai Noel robô gigante, bom velhinho "de verdade", neve artificial, piano para tocar com os pés e até trenzinho para as crianças percorrerem a decoração.
No Paulista, a inspiração foi o filme dos anos 80 "Quero Ser Grande". Adultos e crianças poderão tocar com os pés um piano gigante, como fazia o personagem de Tom Hanks numa loja de brinquedos de Nova York.
No Higienópolis, as crianças poderão passear em carruagens de brinquedo. Já o West Plaza tem neve artificial todo dia, às 20h e às 21h.
No shopping Metrô Itaquera, a inspiração são os brinquedos antigos. O Iguatemi segue com o Papai Noel gigante e seus cães labradores na porta. Dentro, o tema é estação ferroviária.
Música é o tema do shopping Aricanduva, com uma réplica do Teatro Municipal. No Eldorado, as crianças podem fazer oficina de panetones, doces e enfeites.
Amanhã (10), o Cidade Jardim abre seu Natal Safari, com animais selvagens de pelúcia. Na sexta, o Bourbon inaugura a Fazenda de Pinheiros do Papai Noel, com trator para levar as crianças pela decoração.
No mesmo dia, o Ibirapuera lança sua decoração com cavalos dourados. No sábado, o Anália Franco abre um parque de diversões. Terá roda-gigante de verdade, com 50 m de altura.
Fonte: Folha Online
Site: http://folha.com/no1003877
Conta de luz deve ter alívio modesto a partir de hoje

A conta de luz paga pelos consumidores brasileiros pode ter um ligeiro alívio hoje. Mas nada que mude a condição do país de ter ainda uma das tarifas de energia mais caras do mundo, informa reportagem de Agnaldo Brito.
A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) promete, depois de um ano de atraso, definir as regras para o 3º ciclo de revisão tarifária. Com isso, a agência terá os critérios para revisar a tarifa de todas as 63 distribuidoras do país entre 2012 e 2014.
A revisão é uma exigência do contrato de concessão, mas seu efeito na conta de luz não promete ser exuberante. As mudanças podem reduzir as receitas das distribuidoras, principalmente com a queda de 25% da geração de caixa, o chamado Ebitda (o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização).
Mas o dinheiro da tarifa que fica com as concessionárias representa só um quarto do preço de energia.
A discussão da Aneel mexe apenas com o equivalente a R$ 28 bilhões por ano, ou 24% dos R$ 118 bilhões arrecadados pelo setor elétrico.
Portanto, se a Aneel reduzir 10% a receita das distribuidoras, o corte sobre a tarifa final para os consumidores será de apenas 2,4%.
Fonte: Folha Online
Site: http://folha.com/no1003088
IPVA de carro usado cairá até 10% em 2012 em São Paulo

Os donos de carros usados pagarão menos IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) para licenciar seus veículos no próximo ano, informa reportagem de Marcos Cézari publicada na edição desta segunda-feira da Folha.
A redução nominal no valor do imposto será de até 10% para a maioria dos veículos de passeio --em termos reais, ou seja, descontada a inflação, a queda será maior.
Entretanto, ela não deve ser motivo de comemoração pelos contribuintes. É que, como o tributo é cobrado sobre o valor dos veículos no mercado, o patrimônio das pessoas está valendo menos. Em termos financeiros, seria mais vantajoso pagar mais sobre um bem que também valesse mais.
Nos próximos dias, a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo divulgará a tabela com os valores do imposto a ser pago em 2012. O pagamento deve começar na segunda semana de janeiro. Quem pagar à vista terá desconto de 3%.
Fonte: Folha Online
Site: http://folha.com/no1002646
INSS entra com 1ª ação para cobrar pensão de motorista infrator

Em Setembro o governo se preparava para dar início a esse tipo de processo com o objetivo de ressarcir a Previdência Social dessas despesas. De acordo com o caso, o INSS paga aposentadoria por invalidez ou auxílio-acidente para as vítimas e, quando há morte, pensão para os familiares. Atualmente, o órgão gasta R$ 8 bilhões por ano com os acidentes de trânsito no país.
A ação foi ajuizada pelo ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, pelo presidente do INSS, Mauro Luciano Hauschild, e pelo procurador-chefe da Procuradoria Federal Especializada junto ao INSS (PFE/INSS), Alessandro Stefanutto.
A expectativa do governo com esse processo, movido na Justiça Federal do Distrito Federal, é de um ressarcimento superior a R$ 1 milhão. O acidente ocorreu em 2008 na rodovia DF 001, que liga Taguatinga a Brazlândia, cidades-satélite de Brasília. Cinco pessoas morreram e outras três tiveram lesões graves. O INSS arca com as pensões por morte aos dependentes das vítimas.
A previsão é que a medida seja repetida em todo o país a partir de 2012. Segundo o ministro Garibaldi Alves Filho, a iniciativa é educativa e visa promover a redução do número de acidentes de trânsito nas estradas e rodovias.
O principal alvo dessas ações, chamadas de regressivas, são motoristas que tenham causado acidentes graves --com mortes e lesões sérias-- e que, assim, respondam por crime doloso ou culpa grave.
Além disso, serão visados aqueles que tenham causado acidentes por dirigir embriagados, em alta velocidade ou por participarem de rachas.
O INSS pretende fechar convênios, nos próximos meses, com os Ministérios Públicos estaduais, as Polícias Civis dos Estados e com os consórcios de seguro obrigatório (DPVAT). O objetivo é realizar um levantamento de casos pontuais causados por graves infrações a legislação de trânsito.
Fonte: Folha Online
Site: http://folha.com/no1001050
Dirigir bêbado é crime, confirma STF

Em meio à discussão sobre lei seca e bafômetro, o Supremo Tribunal Federal (STF) tomou uma decisão que passou quase despercebida, mas deve balizar novas sentenças e até garantir no futuro a punição de infratores: dirigir bêbado, mesmo sem causar acidente, já é, sim, um crime.
Em decisão unânime, 5 dos 11 ministros do Supremo reunidos na 2.ª Turma rejeitaram no fim de setembro um habeas corpus (HC 109269) impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de um motorista de Araxá (MG) denunciado por dirigir embriagado.
Com argumentos semelhantes aos usados em dezenas de casos pelo País, o condutor destacou que o crime de embriaguez ao volante só passou a ser previsto de forma mais rígida em 2008, depois que a lei seca reformou o artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro. Antes, só havia crime se o bêbado causasse algum dano ou agisse de forma imprudente. Mas, apesar da mudança, muitos juízes continuaram com o antigo entendimento, considerando na prática a lei seca ilegal.
Citando precedente da ministra Ellen Gracie, o relator do STF, ministro Ricardo Lewandowski, afirmou ser irrelevante indagar se o comportamento do motorista embriagado atingiu ou não algum bem. "É como o porte de armas. Não é preciso que alguém pratique efetivamente um ilícito com emprego da arma. O simples porte constitui crime de perigo abstrato porque outros bens estão em jogo."
O mesmo artigo 306 estabelece os níveis de álcool no sangue que configuram crime e dispõe sobre o uso do bafômetro - temas sob discussão no Judiciário (veja ao lado).
A pena para quem dirige bêbado é de 6 meses a 3 anos. Advogados ouvidos pelo Estado, como o doutor em Direito Constitucional Sergio Resende de Barros, acreditam que a decisão do STF deve reduzir as chances de motorista alcoolizado ser absolvido.
Fonte: Estadão Online
Site: http://goo.gl/NCFZe
Minoria, aposentado da geração 'Cocoon' vive com folga

Waldir Peixoto de Oliveira, 69, e sua mulher, Maria Eliane de Oliveira, 65, não abrem mão da atividade física na academia. E os exercícios são apenas parte da agenda do casal de aposentados do Rio.
"Participamos de uma turma que se reúne em uma casa de festas ao menos duas vezes por mês. Viajo e frequento restaurantes com minha mulher. Paramos de trabalhar, mas a vida é agitada."
O casal carioca pertence a um felizardo grupo que especialistas em consumo batizaram de geração "Cocoon".
O nome é uma referência ao filme com esse título (EUA, Ron Howard, 1985), que mostra as aventuras de idosos que se sentem rejuvenescidos pela energia de casulos alienígenas depositados na piscina de um asilo.
Aposentados "Cocoon" são financeiramente independentes e usam mais da metade da renda para despesas pessoais, como lazer (viagem, restaurante), bem-estar (academia) e saúde (plano médico, remédio). Os gastos são encarados como investimentos em qualidade de vida.
De acordo com consultores ouvidos pela Folha, só 2 em cada 100 aposentados estão nessa situação e não precisam sustentar filhos e netos ou trabalhar para se manter.
No caso de Oliveira e a mulher --ele, ex-supervisor de vendas, e ela, ex-professora, ambos aposentados pelo INSS--, as despesas pessoais são o destino de 65% da renda conjunta de R$ 6.500. E ainda há folga para colocar 20% na poupança.
ORGANIZAÇÃO
Os "Cocoons" organizaram as finanças durante o período de trabalho e chegaram à aposentadoria com bens quitados (como imóveis), reserva em dinheiro e filhos se mantendo por conta própria.
"Quanto antes tem início o planejamento na idade do trabalho, melhor", afirma Erasmo Vieira, consultor da Planilhar Planejamento Financeiro.
A primeira orientação dos especialistas é começar, ainda jovem, a formar uma poupança de longo prazo independentemente dos bens. Pode ser de uma carteira de investimentos própria a um plano de previdência privada.
Fonte: Folha Online
Site: http://folha.com/no999237
Preço de medicamento varia até 952%, aponta Procon

Pesquisa do Procon-SP divulgada nesta segunda-feira aponta diferenças de até 951,7% entre os preços de medicamentos genéricos. Essa variação foi constatada no Diclofenaco Sódico (50 mg, 20 comprimidos), encontrado em um estabelecimento por R$ 9,36 e em outro por R$ 0,89.
Entre os medicamentos de referência, a maior diferença de preço (520,8%) foi contabilizada no valor do Propranolol Ayerst (Cloridrato de Propranolol), da Sigma Pharma (40 mg, 30 comprimidos), encontrado por R$ 7,45 e por R$ 1,20.
Na comparação entre os preços médios dos genéricos com os de referência de mesma apresentação, o levantamento mostrou que, em média, os genéricos são 58,5% mais baratos do que os de referência.
A pesquisa foi feita entre os dias 28 e 30 de setembro em 15 drogarias distribuídas pelas cinco regiões da cidade de São Paulo. Do total de itens comparados, a unidade do Walmart localizada na região sul da capital foi a que apresentou a maior quantidade de produtos com menor preço --34 dos 52.
O Procon-SP orienta o consumidor a evitar comprar medicamentos sem bula e sem embalagem. Outra sugestão é sempre verificar se o número do lote, prazo de validade e data de fabricação na caixa são iguais aos marcados nas cartelas ou frascos.
Fonte: Folha Online
Site: http://folha.com/no999325
Fraudes em saúde são cem vezes maiores que as contra bancos

As fraudes globais em sistemas de saúde atingem anualmente US$ 800 bilhões e já são cem vezes maiores do que os crimes cometidos contra sistemas financeiros.
Só nos Estados Unidos, no ano passado, foram US$ 100 bilhões em perdas. Entre os crimes mais comuns estão a falsificação de recibos de consultas, exames e cirurgias.
Também figuram entre as principais fraudes o superfaturamento de procedimentos hospitalares e falsificações cometidas pelos próprios médicos e enfermeiros, que declaram ter usado equipamentos, materiais ou medicamentos não solicitados.
Segundo dados apresentados durante a conferência do SAS Institute, empresa de sistemas de inteligência de negócios, apesar dos números alarmantes, o setor ainda investe pouco em ferramentas de proteção.
Enquanto os gastos anuais com tecnologia antifraude superam US$ 2 bilhões nas instituições financeiras --volume que deve chegar a US$ 4,3 bilhões em 2013, segundo a consultoria Chartis Research--, o setor de saúde movimenta um décimo do valor.
Parte da investigação sobre as fraudes tem ficado a cargo dos governos.
Os EUA, um dos países que mais sofrem com o problema, prenderam neste ano a maior quadrilha já envolvida em fraudes de saúde.
Em fevereiro, 111 médicos, enfermeiros e usuários foram detidos em nove cidades do país sob a acusação de lavagem de dinheiro, falsificação e conspiração contra o sistema médico. Os desfalques chegavam a US$ 225 milhões.
Apesar de o setor financeiro liderar os investimentos em tecnologias de combate a fraudes, as instituições sofrem com o número crescente de crimes.
Só as seguradoras americanas perdem, por ano, US$ 30 bilhões com crimes relacionados à falsificação de propriedade e de ocorrências que buscam compensações.
No Brasil, as perdas com fraudes bancárias eletrônicas somaram R$ 685 milhões no primeiro semestre deste ano, com alta de 36% sobre o mesmo período do ano passado, segundo a Febraban (Federação Brasileira de Bancos).
Durante a conferência, Bob Shiflet, vice-presidente do Bank of America, declarou que novas tecnologias móveis e até as redes sociais se tornaram ferramentas sofisticadas para que os criminosos aperfeiçoem a abordagem às vítimas e hoje representam alguns dos principais desafios para o setor financeiro.
Fonte: Folha Online
Site: http://folha.com/no997984
Senado aprova redução de contribuição ao INSS para doméstico

A Comissão de Assuntos Sociais do Senado aprovou nesta quarta-feira projeto que reduz a contribuição previdenciária do empregado e do empregador doméstico.
Pela proposta, o trabalhador doméstico e o patrão poderão pagar 5% sobre o salário para Previdência Social. Atualmente, essas alíquotas são de 8% e 12%, respectivamente.
Como a proposta recebeu decisão terminativa na comissão, ou seja, não precisa passar pelo plenário, o texto segue para votação na Câmara. Se os deputados fizerem mudanças no conteúdo da proposta, a matéria volta para nova análise dos senadores.
Segundo a autora do projeto, senador Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), a medida pode estimular a formalização do emprego doméstico.
Segundo dados do IPEA ( Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), dos 6,7 milhões de trabalhadores atuando no setor em 2009, apenas 26,3% (1,7 milhão) contavam com registro em carteira e cobertura previdenciária, como auxílio-doença, licença-maternidade e aposentadoria.
Relator do projeto, o senador Paulo Paim (PT-RS) avaliou que a proposta está em sintonia com a Constituição Federal ao estabelecer um regime previdenciário especial para trabalhadores de renda mais baixa. Ele disse ainda que a regularização do trabalho doméstico avançou pouco entre 1999 e 2009.
"Trata-se de medida meritória, pois, se essas trabalhadoras não estiverem filiadas ao regime geral da previdência social, ficarão, com certeza, expostas aos riscos sociais do trabalho e não poderão enfrentar com qualidade de vida, nem o declínio de sua capacidade laboral, nem seu envelhecimento."
Fonte: Folha Online
Site: http://folha.com/no996883
Bela Vista é o líder em lançamentos no centro

"Aqui tem supermercado, shopping, teatros, cinemas, corredores de ônibus, estações de metrô, tudo a dez minutos a pé. É muita praticidade", diz a professora Khorem Barbosa, 47, que busca um imóvel novo para comprar.
A ampla infraestrutura da Bela Vista (centro de São Paulo), com transporte, serviços e comércio no local, tornou o distrito chamariz de lançamentos no centro.
Entre 2008 e 2010, foram nove prédios novos ali. Neste ano, oito serão lançados até dezembro, de acordo com o levantamento da empresa de pesquisas Geoimovel.
Na sequência do ranking da região central aparecem os distritos do Cambuci (7) e da República (4).
O que alavancou o número de lançamentos na Bela Vista foi o sucesso das vendas, afirma Ricardo Laham, diretor da Brookfield.
O aumento da demanda também teve forte impacto nos preços dos imóveis. Em 2011, o valor médio do metro quadrado de uma unidade de um quarto alcançou R$ 9.100. Há três anos, valia R$ 4.320.
Na República, que possui lançamentos similares, o valor é um pouco menor, de R$ 8.280. Ali, um apartamento de dois quartos com área de 64 m² sai por R$ 460 mil. Na Bela Vista, um novo de 32 metros quadrados foi vendido neste ano por R$ 230 mil.
Com infraestrutura pior do que a dos distritos vizinhos, o Cambuci possui unidades novas com preço mais em conta. Em média, elas custam R$ 5.140 por m².
Mesmo assim, a proximidade do parque da Aclimação valoriza alguns lançamentos na região. Na avenida Lacerda Franco, uma unidade de três dormitórios ultrapassa os R$ 600 mil.
Alvos das construtoras nos últimos anos, Bela Vista e Cambuci em breve não terão lançamentos devido ao fim de seu potencial construtivo.
O Plano Diretor municipal estabelece um estoque máximo de área construída para cada distrito da cidade.
No lote, o limite pode ser ultrapassado com a compra de potencial extra na prefeitura, a outorga onerosa.
Na Bela Vista e no Cambuci esse estoque já terminou. "Isso só muda com a revisão do Plano Diretor", frisa Marcelo Molari, diretor técnico da Geoimovel.
Fonte: Folha Online
Site: http://www.folha.com.br/no996639
Inflação em SP avança para 0,34% na 3ª prévia de outubro

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), apurado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), apresentou variação de 0,34% na terceira quadrissemana de outubro, ante 0,27% no segundo levantamento do mês. Houve ainda forte aceleração em relação à terceira prévia de setembro, que foi de 0,22%. O indicador, que mede a inflação da cidade de São Paulo, ficou dentro das estimativas dos analistas consultados pelo AE Projeções, que iam de 0,21% a 0,36%, e acima da mediana projetada de 0,31%.
Os preços do grupo Habitação seguiram em elevação: de 0,43% no segundo levantamento de outubro para 0,58% na terceira prévia - na variação ponderada, foi novamente o item que mais contribuiu para a inflação nesta quadrissemana. No grupo Alimentação, os preços mostraram estabilidade, passando de 0,46% para 0,47% na comparação entre os dois períodos.
Já o grupo Transportes teve novo recuo, com deflação de 0,09% nesta prévia, ante deflação de 0,05% na anterior. No grupo Despesas Pessoais, os preços continuaram em alta. Passaram de 0,51% na segunda prévia de outubro para 0,68% no atual levantamento.
O grupo Saúde apresentou ligeira baixa: caiu de 0,31% na segunda prévia para 0,27% na terceira quadrissemana de outubro. Em Vestuário, os preços mantiveram a deflação, mas em nível menor. Saíram de uma deflação de 0,75% na prévia anterior para uma deflação de 0,60% no terceiro levantamento do mês - foi mais uma vez o item que, na variação ponderada, menos contribuiu para o IPC. Finalmente, em Educação, os preços ficaram praticamente estáveis: saíram de índice 0% na segunda prévia para uma deflação de 0,01% na terceira leitura de outubro.
Fonte: Estadão Online
Site: http://goo.gl/ph3UE
Veículo por habitante vai crescer 62% no Brasil, estima setor

A indústria automotiva brasileira pretende aumentar em 62,3% a taxa de motorização até 2020. A intenção é passar dos atuais 154 para 250 veículos por 1.000 habitantes, de acordo com estimativa da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).
Para isso, o setor planeja investimentos de US$ 21 bilhões até 2015 em ampliações e em novas fábricas. A produção anual, que neste ano foi projetada em 3,74 milhões de unidades, deve saltar para 6,3 milhões em dez anos.
Considerando o mesmo percentual e a renovação da frota, as montadoras poderão produzir ao menos 37 milhões de novos veículos no período. Ao final do período, o país poderá registrar uma frota de 69 milhões de veículos.
Fonte: Folha Online
Site: http://folha.com/no995221
Caixa vai indenizar cliente que teve imóvel leiloado

A Caixa Econômica Federal (CEF) deve devolver os valores pagos por ex-compradores de imóvel leiloado em execução extrajudicial. Essa é a decisão da 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), beneficiando uma família que teve o imóvel tomado.
Após pagar as prestações de financiamento habitacional por sete anos, o então mutuário José Carlos Fernandes, 62 anos, residentes em Blumenau (SC), ajuizou ação revisional do contrato e ação de consignação em pagamento. “Entramos com ação de revisão de contrato, por causa do aumento ilegal no valor das parcelas.
As prestações começaram em R$ 200 e, quando vi, já estavam em R$ 700. Enquanto isso, continuamos depositando em juízo as parcelas”, diz. Acontece que, contrariada, a Caixa decidiu tirar o imóvel do então proprietário e leiloá-lo.
“Mesmo antes de ter finalizado o processo de revisão (que foi ignorado pela empresa), a Caixa executou extrajudicialmente o bem, o levou a leilão e o vendeu a outra pessoa. Ela não podia ter feito isso enquanto estávamos com ação de revisão”, diz Edson Beckhauser, advogado especialista em direito do consumidor que defendeu Fernandes.
“Foi o primeiro imóvel da minha vida que comprei depois de 20 anos de casado. Cheguei a propor quitar o valor inteiro, pois tinha o dinheiro. Mas eles queriam tomar o apartamento de mim. Foi uma vingança”, diz Fernandes, que entrou em depressão por causa disso. “Não sei como conseguiram levar a leilão, a escritura está no meu nome até hoje. A minha sorte foi que eu já tinha comprado outro imóvel.
Senão, teria ido para a rua”, lembra.
Como a Caixa vendeu o apartamento para outra pessoa, Fernandes ajuizou ação pedindo a anulação do contrato entre a CEF e a nova compradora, anulação do registro do imóvel, reintegração na posse do bem e retomada do financiamento. Porém, mesmo vencendo, os consumidores não conseguiram reaver o imóvel, já que o novo contrato de compra e venda do imóvel (da Caixa com a nova compradora) ocorreu antes do ajuizamento da ação de anulação da arrematação.
Como a restituição do imóvel se tornou impossível, a ministra Nancy Andrighi condenou a Caixa a pagar indenização por perdas e danos e a restituir os valores que as vítimas pagaram nos sete anos de contrato de financiamento habitacional. “O apartamento foi comprado em 1992 e entrei com a ação em 1997. A Justiça demorou, mas a decisão finalmente saiu”, comemora Fernandes. Procurada, a Caixa diz que acatará a decisão do STJ imediatamente.
Fonte: Jornal da Tarde
Site: http://goo.gl/GxAuc
Nota Fiscal Paulista dá mais crédito do que a Paulistana

O consumidor que estiver cadastrado na Nota Fiscal Paulista (programa do Estado que vale para gastos em restaurantes e lojas, por exemplo) e na Nota Fiscal Paulistana (da Prefeitura de SP para os gastos com prestadores de serviço) vai conseguir embolsar mais grana no programa estadual, mesmo se tiver gasto o mesmo valor em serviços, como salão de beleza, motel e academia.
Segundo especialistas, isso acontece porque o comerciante paga de imposto ao Estado, pelo menos, 18% do total do preço do produto, enquanto na prestação de serviço (que dá a Nota Fiscal Paulistana), o valor máximo de tributação leva 5% do total da nota emitida.
Por exemplo, se o contribuinte paga R$ 100 na mensalidade de uma academia na capital, vai receber de volta da prefeitura R$ 1,50 --o que equivale a 30% do ISS (imposto de serviço) retido pelo prestador. Já se o contribuinte gastar R$ 100 no supermercado, pode pegar de volta até R$ 5,40 --30% do ICMS pago pelo comércio para o Estado (veja mais exemplos abaixo).
Para Domingos Orestes Chiomento, presidente do Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo, como o consumidor gasta mais com compras do que com serviços, a Nota Paulista renderá reembolso até dez vez maior no fim de um ano. "Você gasta com supermercado, comida, restaurante. Tudo isso rende Nota Paulista", afirma.
Para Fernando Henrique Silva, consultor da Cenofisco, o reembolso ao contribuinte só não é maior porque alguns dos comércios já recolhem o imposto (ICMS) diretamente do fabricante, ou seja, não rendem créditos da Nota Fiscal Paulista.
Estão nesses casos as notas emitidas por farmácias, bares, postos de combustível ou concessionárias de veículos. "É a chamada substituição tributária. O governo recolhe o tributo antes de o produto ser vendido", afirma.
A Secretaria de Estado da Fazenda e a Prefeitura de São Paulo afirmaram, por meio de notas, que os programas que devolvem créditos pagos pelo comércio ou prestadores de serviço ao consumidor são totalmente diferentes e, assim, não podem passar por comparações.
Segundo o Estado, os programas têm "tributos diferentes entre si, com incidência e alíquotas distintas". A prefeitura também destacou a diferença da tributação e completou dizendo que "os cidadãos consomem muito mais mercadorias do que tomam serviços".
Fonte: Folha Online
Site: http://folha.com/no992038
Contratos novos de aluguel sobem 17,6% em um ano em SP

Os contratos novos de locação residencial assinados na capital paulista tiveram aumento médio de 17,55% nos últimos 12 meses terminados em setembro, de acordo com os dados adiantados pelo Secovi (Sindicato da Habitação) de São Paulo para a Folha.
A variação voltou a ficar próxima do recorde registrado em julho (18,14%), considerando a série histórica da entidade, iniciada em janeiro de 2006.
Para os contratos em andamento com aniversário em setembro corrigidos pelo IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), da FGV (Fundação Getúlio Vargas), a alta será bem menor (7,46%).
"A tendência é voltar a ter um equilíbrio", afirma Francisco Crestana, vice-presidente de Gestão Patrimonial e Locação do Secovi-SP, sobre o descasamento entre os dois indicadores na cidade.
"Esse descompasso ocorre porque a procura de moradias para locação é maior do que a oferta em determinadas regiões", acrescenta.
Em setembro, o aluguel para os contratos novos subiu, na média, 2,1% em relação ao mês anterior, sendo puxado pelas moradias de um dormitório (2,5%).
O inquilino que conserva o imóvel e paga em dia, no entanto, pode tentar negociar um reajuste menor com o locador ao renovar o contrato, ressalta Crestana.
Casas e sobrados foram locados mais rapidamente, levando de 13 a 30 dias, ante um período de 20 a 40 dias para os apartamentos.
No mês passado, o tipo de garantia mais usado foi o fiador (48%), à frente do depósito de até três meses de aluguel (31,5%) e do seguro-fiança (20,5%).
Para João da Rocha Lima Jr., professor titular de "real estate", núcleo que faz parte da Poli/USP (Universidade de São Paulo), não é possível fazer uma relação com a desaceleração no aumento do preço dos imóveis novos na capital.
"Não há uma estrutura mercadológica definida", pondera, com os investidores ainda tendo uma participação pequena no nicho residencial. Para imóveis comerciais, explica, os investidores tendem a precificar o valor do bem em função do aluguel que podem alcançar.
Fonte: Folha Online
Site: http://folha.com/no992921
Mega-Sena pode pagar prêmio de R$ 2 milhões amanhã

O concurso de número 1.329 da Mega-Sena, que será sorteado amanhã (19), deve pagar R$ 2 milhões para a aposta que acertar as seis dezenas, segundo estimativa da Caixa Econômica Federal.
Uma aposta de Teresina (PI) acertou os seis números do concurso 1.328, na último sábado (15), e levou o prêmio de R$ 46 milhões. Os números sorteados, em Chapecó (SC), foram: 10 - 23 - 27 - 43 - 53 - 59.
Ao todo, 213 bilhetes acertaram a quina e devem levar R$ 16.945,58 cada um. Outras 14.179 apostas levaram a quadra e ganharão R$ 363,65 cada uma.
A Mega-Sena realiza sorteios duas vezes por semana, às quartas e aos sábados. As apostas devem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio. A aposta mínima --seis números-- custa R$ 2.
Fonte: Folha Online
Site: http://folha.com/no992340
Empresas investem em previdência privada para reter funcionário

A necessidade de reter talentos tem levado empresas médias (de 100 a 499 funcionários na indústria e de 50 a 99 em comércio e serviços) e pequenas (20 a 99 na indústria e de 10 a 49 em comércio e serviços) a adotar planos de previdência privada, informa Carolina Matos em reportagem desta segunda-feira para a Folha.
Nos primeiros oito meses de 2011, as contribuições nos planos de previdência empresarial abertos (sem contar, portanto, fundos de pensão, que são fechados) foram 20,5% maiores que no mesmo período de 2010. Chegaram a R$ 4,2 bilhões, de acordo com a Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida).
E o número de empresas que oferecem o benefício aos funcionários subiu 13% entre agosto de 2010 e o mesmo mês de 2011, para 187 mil.
Fonte: Folha Online
Site: http://folha.com/no991737
Inadimplência cai pela primeira vez desde abril

O número de novos registros de inadimplência no País caiu 5,1% em setembro deste ano em relação ao mês de agosto, de acordo com pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 13, pela Boa Vista Serviços, administradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). Segundo a entidade, é a primeira queda desde abril último. Na comparação entre setembro de 2011 e o mesmo mês de 2010, o aumento é de 18,2%. No acumulado dos nove primeiros meses de 2011, a alta é de 22,7% ante o mesmo período do ano passado na série com ajuste sazonal. Em agosto ante julho, a inadimplência havia crescido 4,1%.
Os dados de setembro mostram que a Região Centro-Oeste é a que acumula maior alta no total de novos registros de devedores, 24,8%, seguida de perto por Sudeste (23,1%), Sul (22,8%), Norte (21,2%) e Nordeste (20,8%). Nos números relativos exclusivamente ao comércio varejista, a pesquisa aponta elevação de 24,6% no acumulado de 2011 em comparação aos nove primeiros meses de 2010.
Segundo a Boa Vista, o recuo verificado em setembro teve influência da redução das concessões de crédito e da atividade econômica brasileira. "Os efeitos do início das quedas nas taxas de juros da economia ainda estão ofuscados pela maior instabilidade do cenário econômico, que continua apresentado sinais de incerteza. A manutenção nos níveis de emprego e renda, no entanto, continuam proporcionando um ambiente favorável para o consumo e contribuem para certa estabilidade nas taxas de crescimento dos registros de inadimplentes", afirma a empresa, em comunicado.
O levantamento da Boa Vista revela ainda que o total de consumidores que deixaram a lista de inadimplentes em setembro caiu 5,2% sobre agosto, mas na comparação com setembro do ano passado a variação foi positiva em 10,3%. No acumulado dos nove primeiros meses de 2011, houve aumento de 16,3% na recuperação do crédito. Por região, a maior variação nos nove primeiros meses de 2011 ante o mesmo período de 2010 é do Sul, que acumula alta de 19,7% no número de pessoas que deixaram a condição de inadimplência.
No ano passado, fiéis que foram a Aparecida receberam panfleto assinado por um braço da CNBB recomendando não votar no PT. O então candidato José Serra (PSDB) citou o tema após a missa.
Ontem, Serra e Alckmin foram ao santuário, mas o ex-governador não deu entrevista. A presidente Dilma permaneceu em Brasília, sem compromissos oficiais.
Fonte: Estadão Online
Site: http://goo.gl/BNV5Z
Índice de confiança do comércio recua 1,59% no terceiro trimestre

O Banco Central e a Fundação Getúlio Vargas (FGV) o Índice de Confiança do Comércio (Icom), que atingiu 134,7 pontos em setembro deste ano, o maior valor desde dezembro do ano passado (135,7 pontos). Na comparação com agosto, o crescimento foi de 1,81% e, contra setembro de 2010, o aumento somou 0,82% no indicador de confiança do comércio.
Na comparação com o terceiro trimestre de 2010 (134,3 pontos), porém, houve queda de 1,59%. A FGV informou ainda que o resultado do Icom vem se mantendo, desde maio deste ano, inferior ao observado no ano passado, o que sinaliza, de acordo com análise da Fundação, "desaceleração do nível de atividade do setor nesta base de comparação".
"Achamos que o resultado mais relevante é o dos trimestres", disse o coordenador de Sondagens Conjunturais Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), Aloísio Campelo.
Segundo ele, o indicador não é dessazonalizado, ou seja, não expurga as variações por menos ou mais dias úteis, ou as características próprias de cada período do ano. Pelo fato de o índice não ser dessazonalizado, Campelo avaliou que a melhor comparação a ser feita é contra o mesmo período do ano anterior.
Para o Banco Central, as pesquisas conjunturais são importantes, pois fornecem informações de cada segmento. "O comércio é associado ao fluxo de consumo das famílias, que representa nada mais do que 60% do PIB do país [pela ótica da demanda]. O principal componente de demanda agregada é o consumo das famílias. A sondagem de comércio nos permitirá ter essa base de informações para fazer o diagnóstico correto de como está evoluindo o consumo das famílias, um instrumento extremamente importante para a condução da política monetária [definição da taxa de juros]", explicou Tulio Maciel, chefe do Departamento Econômico do Banco Central.
A sondagem do comércio, segundo a FGV, está sendo realizada mensalmente com cerca de 1.300 empresas do setor. A pesquisa abrange 17 segmentos, incluindo o atacado (peso de 33,8%), o varejo (47,8% de peso), além de automóveis, motos e peças e materiais de construção. As séries históricas começam em maio de 2010.
Segundo a nota metodológica da pesquisa, o objetivo do indicador é monitorar e antecipar tendências econômicas. "Assim como em outras sondagens de tendência, a pesquisa tem como um de seus principais atributos a rapidez e precisão com que consegue retratar o estado atual da economia e gerar sinalizações para sua evolução nos meses seguintes, servindo como subsídio à análise de conjuntura e à tomada de decisões por governos e o setor privado", informou a FGV.
Fonte: G1
Site: http://goo.gl/8IHky
Inflação para o idoso perde força no 3º trimestre, mostra FGV

O Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i), que mede a inflação entre os idosos, perdeu força no terceiro trimestre deste ano. O indicador subiu 0,91% no período, ante 1,30% no segundo trimestre, a Fundação Getulio Vargas (FGV). No ano, o IPC-3i acumula alta de 4,45% em, em 12 meses, de 7,01%.
A inflação medida pelo IPC-3i foi superior à do Índice de Preços ao Consumidor - Brasil (IPC-BR), que mede a inflação no varejo em todas as faixas etárias e subiu 0,86% no terceiro trimestre. Porém, o impacto de preços entre os idosos no acumulado em 12 meses até setembro foi mais fraco do que no IPC-BR para o mesmo período (7,14%).
Das sete classes de despesa usadas para cálculo do indicador, seis apresentaram decréscimos em sua taxa de variação de preços, do segundo para o terceiro trimestre: saúde e cuidados pessoais (de 2,37% para 1,19%), habitação (de 1,71% para 1,25%), educação, leitura e recreação (de 2,33% para -0,27%), vestuário (de 2,93% para 0,77%), despesas diversas (de 1,06% para 0,15%) e transportes (de 1,17% para 0,63%).
O único grupo a mostrar aceleração de preços no período foi o de alimentação (de 0,15% para 0,82%), pressionado por aumentos de preços em frutas (10,22%), carnes bovinas ( 2,74%) e adoçantes (8,75%).
Entre os produtos pesquisados, as altas mais expressivas de preço entre os idosos no período foram registradas em limão (187,42%), plano e seguro saúde (1,92%) e leite tipo longa vida (6,18%). Já as mais significativas quedas foram apuradas em batata-inglesa (-29,93%), alho (-28,72%) e tomate (-19,71%). O IPC-3i abrange famílias com pelo menos 50% dos indivíduos de 60 anos ou mais de idade e renda mensal entre 1 e 33 salários mínimos.
Fonte: G1
Site: http://goo.gl/B9UoI
Maioria dos funcionários dos Correios retoma trabalho, diz Fentect

A Federação dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect ) informou nesta quinta-feira (12) que a maioria dos funcionários estão voltando ao trabalho na manhã de hoje, cumprindo a determinação do Tribunal Superior do Trabalho (TST).
"Dos 35 sindicatos, 31 já realizaram assembleias e orientaram os trabalhadores a retomarem o trabalho. Faltam alguns, como o de Minas [Gerais], que faz assembleia só às 11h, mas a orientação é para que todos retornem ainda pela manhã", disse o diretor da Fentect, José Gonçalves de Almeida.
De acordo com o diretor, a maioria dos estados já decidiu por encerrar a greve iniciada no dia 14 de setembro. Só nesta quinta-feira, entretanto, a federação terá um balanço sobre o fim das paralisações.
O tribunal fixou ainda o reajuste salarial da categoria em 6,87%, retroativo a 1º de agosto, além de aumento real de R$ 80 com validade a partir de 1º de outubro.
"Não consideramos que saímos derrotados. Não conseguimos tudo o que queríamos, mas entendemos que a luta foi válida. Conseguimos inclusive um aumento real nos salários", disse o diretor da federação.
Entregas
De acordo com os Correios, cerca de 184 milhões de correspondências estão atrasadas em todo o país hoje. A previsão é que, retomado o trabalho na empresa, elas sejam normalizadas entre 7 e 10 dias.
Para a federação dos trabalhadores, porém, há 600 milhões de entregas atrasadas e o serviço será totalmente normalizado dentro de três semanas. "Antes mesmo da greve já estava ocorrendo atrasos. Temos um déficit de pelo menos 12 mil carteiros no país", afirma Almeida.
Os Correios avaliam que a greve trouxe um prejuízo de cerca de R$ 20 milhões à empresa. Já os custos dos benefícios aos trabalhadores decididos pelo TST devem custar cerca de R$ 800 milhões.
Em seu voto, o relator do dissídio, ministro Mauricio Godinho Delgado, defendeu que os dias parados fossem totalmente compensados com trabalho pelos funcionários, já que a greve não foi considerada abusiva.
Entretanto, a maioria dos ministros votou pelo desconto dos dias parados, total ou em parte, considerando uma jurisprudência do tribunal – que prevê desconto devido à suspensão do contrato de trabalho e, portanto, dos serviços -, além de um pré-acordo assinado na semana passada entre representante dos Correios e sindicalistas.
A proposta aprovada nesta terça-feira pelo tribunal, intermediária, prevê o desconto, de uma só vez, de sete dias e compensação de outros 21. Como os Correios já haviam cortado seis dias dos trabalhadores, referentes a setembro, falta descontar mais um.
Fonte: G1
Site: http://goo.gl/MrVxW
País gerou 200 mil empregos formais em agosto, prevê Lupi

O País gerou cerca de 200 mil empregos formais em agosto, disse o ministro do Trabalho e Emprego Carlos Lupi. Segundo ele, o resultado supera o de julho, que foi de 145 mil vagas, mas é inferior ao registrado em agosto do ano passado, que foi por volta de 250 mil. "Este resultado não é tão bom quanto o de 2010, mas no ano passado, não tínhamos este cenário de crise internacional", disse o ministro, ressaltando que, mesmo assim, considera os números de agosto bastante positivos.
O desempenho de agosto foi influenciado pela indústria alimentícia, construção civil, educação e comércio a contratar para o final do ano, além de outros segmentos de serviços. "O que menos está crescendo é a indústria", disse, culpando a concorrência com importados.
Embora tenha dito que ainda não houve uma revisão formal do Ministério do Trabalho e Emprego sobre geração de empregos formais para 2011, ele afirmou que o Brasil deve fechar o ano abaixo da previsão anterior, que era de três milhões de novos empregos formais. "Vai ficar um pouco menos do que três milhões", declarou.
Ele acrescentou que o mês de setembro deve superar o de agosto em geração de emprego, puxado pela indústria alimentícia; produção agrícola no Nordeste, comércio e construção civil.
Fonte: Estadão Online
Site: http://goo.gl/UUTye
Governo investirá R$ 1,5 bi em pesquisa para saúde em 4 anos

O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira que irá investir R$ 1,5 bilhão em pesquisa, desenvolvimento e inovação nos próximos quatro anos. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o valor é quatro vezes maior que nos quatro anos anteriores.
O dinheiro será destinado a ações estratégicas de pesquisa alinhadas a questões de saúde, como fomento à pesquisa, eventos científicos, formação e capacitação, apoio ao desenvolvimento de redes de pesquisa e à criação de entidades de pesquisa.
As ações serão escolhidas de acordo com prioridades estabelecidas no Plano Plurianual 2012-2015.
O ministério divulgou hoje a criação da Plataforma Brasil, que vai unificar todos os registros de pesquisa envolvendo seres humanos e que deve dar mais agilidade à aprovação dos processos de pesquisa.
Também foi anunciada a criação do Rebec (Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos), o primeiro registro de ensaios clínicos em língua portuguesa no mundo.
Durante o anúncio das novidades, o ministro Padilha voltou a falar da importância em investir no combate a doenças cardiovasculares, câncer, e no desenvolvimento de uma vacina contra a dengue.
Afirmou ainda que o SUS (Sistema Único de Saúde) só será sustentável se o país investir cada vez mais em pesquisa e inovação na saúde.
Fonte: Folha Online
Site: http://goo.gl/k3QWK
Inflação do aluguel sobe 0,44% em agosto

Após dois meses em queda, a deflação chegou ao fim no Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M). O indicador subiu 0,44% em agosto, após cair 0,12% em julho, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). A taxa mensal foi a maior em quatro meses, mas ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pela Agência Estado (entre 0,32% e 0,47%), sendo, no entanto, superior à mediana das projeções (0,41%).
A FGV anunciou ainda os resultados dos três subindicadores que compõem o IGP-M de agosto. O IPA-M subiu 0,57% este mês, após mostrar queda de 0,22% em julho. O IPC-M apresentou alta de 0,21% em agosto, em comparação com a taxa negativa de 0,13% no mês passado. Já o INCC-M registrou taxa positiva de 0,16% este mês, em comparação com a elevação de 0,59% em julho.
A taxa acumulada do IGP-M é muito usada no cálculo de reajustes de aluguel. Até agosto, o indicador acumula taxas de inflação de 3,48% no ano e de 8% em 12 meses. O período de coleta de preços para cálculo do IGP-M de agosto foi do dia 21 de julho a 20 de agosto.
Fonte: Folha Online
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