Idosos lançam livro de memórias

No próximo dia 02, 13 pessoas, entre 60 a 85 anos de idade, que participam da “Oficina da Linguagem”, grupo de idosos que se reúne na Unidade de Saúde da Praça Ouvidor Pardinho, lançará o livro: “Exposição de memórias: cenas que movimentam a vida”, no Memorial de Curitiba, às 10h. A ideia desta vez era escrever sobre as várias mudanças enfrentadas ao longo de suas vidas. “A obra, a 5ª do grupo, está focada nas mudanças que eles enfrentaram no percurso de suas existências”, explica Giselle Massi, que há oito anos desenvolve um trabalho fonoaudiológico com o grupo.

“Na época, fui solicitada a desenvolver atividades vinculadas a aspectos vocais no envelhecimento. Entretanto, no decorrer do trabalho e também devido a minha formação em linguagem, percebi que os sujeitos envolvidos – pessoas com idade mínima de 60 anos, buscavam um espaço para memorizar, trocar e organizar suas experiências e histórias de vida”, explica Giselle.

As produções de diálogos e as narrativas autobiográficas foram sendo escritas pelo grupo como consequência do trabalho desenvolvido. “Durante todo o ano de 2006, nos voltamos às práticas de leitura e escrita. Trabalhamos a leitura e a interpretação de diversos textos e passamos a organizar, oralmente e por escrito, histórias relacionadas às brincadeiras de infância dos participantes. A iniciativa gerou a organização de um texto intitulado ‘Também somos crianças: no presente as brincadeiras do passado’, que foi divulgado no final de 2006 e conta histórias pitorescas da infância dos participantes.” Foi o primeiro livro do grupo.

Em 2007, depois do sucesso do trabalho desenvolvido no ano anterior, os idosos encararam um novo desafio. “Eles precisavam relembrar, reorganizar, registrar e imortalizar partes significativas de suas vidas, o objetivo naquele momento era reeditar o trabalho a partir de uma temática que privilegiasse a música. Assim, cada participante do grupo contou e recontou oralmente sua história.” No final do trabalho, o livro estava escrito e intitulado “Nossas músicas…nossas vidas”.

E assim, a cada ano que passava uma nova ideia surgia junto com um novo desafio. “Eu, o grupo de idosos e os alunos da Graduação em Fonoaudiologia e do Mestrado e Doutorado em Distúrbios da Comunicação da UTP, fomos dando continuidade ao trabalho e a cada final de ano, pudemos acompanhar o nascimento de novos livros, produzidos e publicados por pessoas idosas.”

“Convém esclarecer que toda essa proposta vinculada ao desenvolvimento depráticas discursivas orais e escritas junto a pessoas com mais de 60 anos, objetiva, em última análise, promover a qualidade de vida dessas pessoas. Dessa forma, entendo que a atuação fonoaudiológica pode contribuir para a promoção de práticas sociais e de saúde junto aos idosos, criando condições para a o desenvolvimento da autonomia, bem como para o exercício da cidadania desses sujeitos.”

O projeto - O objetivo do trabalho é promover e verificar a eficácia das práticas fonoaudiológicas relacionadas à linguagem, junto às pessoas com mais de 60 anos. Os encontros semanais acontecem às terças-feiras, das 14h30 às 16h, na Unidade de Saúde Ouvidor Pardinho. Podem participar, docentes, discentes e comunidade em geral interessada no desenvolvimento de discussões e pesquisas envolvendo questões relacionadas à linguagem e ao envelhecimento.

Lançamento do livro Exposição de Memórias: cenas que movimentam a vida
Os autores e organizadores que compõem a “Oficina da Linguagem”, uma parceria entre a Fonoaudiologia da UTP e a US Ouvidor Pardinho, convidam para o lançamento do livro: Exposição de Memórias: cenas que movimentam a vida.

Autores: Arlete Brasil, Elba de Ataíde Schelbauer, Elza Maria Gonçalves, José Antônio Schuartz, Jocymara Schmidt Hoglund, Maria Elaine Vaz Daniel, Mirian Midori Garcia, Mirta Lagaggio Rosa, Terezinha Alves Borges, Themis Villa Nova Negrão, Vânia Salete Pareira Marca, Yayá – Maria da Aparecida da Silva e Yugi Takii

Fonte: Paraná Shop

Link: http://goo.gl/nWfGk

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Um novo fôlego para a terceira idade

Talvez ainda não seja possível evitar o envelhecimento, mas podemos envelhecer com saúde, dignidade e autonomia física e mental. É o que afirma Dr. Mohamad Barakat, nutrólogo, Máster em Ciências Anti envelhecimento e especialista em metabologia e fisiologia do exercício e fundador do Instituto de Medicina Integrada e especialista em medicina preventiva.

Barakat explica que a palavra-chave é prevenção, assim, escolher o que comer, praticar atividades físicas e trabalhar para eliminar o estresse do dia a dia são medidas simples, mas que garantem chegar aos 60, 70, 80 anos com qualidade de vida. “A medicina anti aging atua para que possamos fazer com que essa fase deixe de ser sinônimo de doenças e dependência”, completa o especialista.

A medicina anti aging entra para detectar, prevenir e equilibrar as pausas do sistema hormonal e nutricional e inclui reposição hormonal por meio de hormônios bioidênticos, dieta alimentar adequada e prática de exercícios. A idade certa para começar a reposição hormonal varia bastante, de acordo com cada indivíduo, já manter uma alimentação adequada e praticar atividades físicas devem ser regra para quem deseja ter uma viver de maneira saudável.

Além disso, o médico destaca que exercícios físicos são importantes ferramentas no tratamento de doenças como osteoporose, osteoartrose e artrite reumatoide e que é notável o aumento da frequência de pessoas com mais de 60 anos nas academias de ginástica nos últimos dez anos. “Hidroginástica pode ser o suficiente para alguns, mas com acompanhamento profissional, até mesmo a musculação pode ser praticada e com ótimos resultados, já que o fortalecimento da musculatura reduz a sobrecarga na articulação, diminui a dor e recupera a amplitude dos movimentos.”, finaliza Barakat.

Fonte: Portal Fator Brasil

Link: http://goo.gl/whcZS

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Vida útil na terceira idade

O tempo passa e é natural notar mudanças físicas, mentais e psicológicas. Na terceira idade, algumas alterações não representam necessariamente uma doença. São vários os fatores de riscos que predispõem a enfermidades, mas é possível atravessar a velhice com qualidade de vida. Até porque estima-se que cerca de 25% da população brasileira será composta por pessoas com mais de 65 anos.

Ainda que o Brasil não represente um modelo de políticas públicas voltado à saúde do ancião, Maringá é uma cidade privilegiada no que se refere a problemas estruturais. A opinião é do cardiologista Wanderley Cadamuro.

Além dos postos de saúde disponibilizarem medicamentos de última geração, como ocorre com a hipertensão e o diabetes, o acesso a médicos pela rede pública também é viável.

Outro fator apontado pelo médico é a maneira como a cidade foi planejada: canteiro central, reservas naturais, ruas e avenidas largas. “Aqui temos bosques, a cidade é plana, o que permite a caminhada e a consciência da importância da atividade física sob o ponto de vista de cuidados preventivos”, afirma.

A somatória de fatores que promovem o bem-estar fazem diferença na vida de quem já passou dos 65. O primeiro passo para resgatar a qualidade de vida é sentir-se útil e deixar de encarar os problemas como “coisas da idade”. Sensação de cansaço, desânimo e tristeza não devem ser classificados como problemas da idade.

“Receber estímulos do meio social transmite calor humano. Isso é importante para espantar a solidão e a depressão, que interfere muito na imunidade. Formar apoio social melhora a convivência”, diz.

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Idosos dão exemplo de vida e participam de corrida

Instituto de Geriatria e Gerontologia da PUCRS organizou corrida para incentivar esporte. A palavra superação resumiu bem o esforço de voluntários e moradores do Asilo Padre Cacique que participaram no último domingo (18/09), da 4ª edição da Corrida para o Idoso. O evento foi realizado na Avenida Edvaldo Pereira Paiva (Av. Beira-Rio) em Porto Alegre.

Com organização do Instituto de Geriatria e Gerontologia da PUCRS, a 4ª Corrida para o Idoso tem o objetivo de sensibilizar a comunidade para os problemas enfrentados por idosos na terceira idade e incentivar a prática regular de exercícios físicos.

Entre os participantes do evento, idosos do Asilo Padre Cacique mostraram força de vontade para cruzar a linha de chegada.Como Maria Jussara Oliveira, 63 anos, moradora do Asilo Padre Cacique desde 2008, e que teve a perna amputada e utiliza uma prótese.

- Eu nunca participei de corridas, mas estou muito feliz de ter participado. A sensação é muito boa e vou participar sempre agora, foi o máximo – exalta.

Além dos idosos, participou da prova também o enfermeiro Vinícius Leivas Merlo que é responsável técnico da enfermaria do Asilo Padre Cacique.

- Eu gosto muito de esporte e achei uma ótima oportunidade de aliar o útil ao agradável. Ninguém melhor para ajudar o Asilo Padre Cacique e a SPAAN, que são duas instituições que necessitam tanto, do que nós que trabalhamos no dia a dia com eles – explica.

Durante a prova a Roda de Samba do Asilo animou os corredores que cruzavam a linha de chegada. Tanta alegria e descontração atraiam os olhares dos corredores e demais transeuntes.

O trajeto da corrida teve início no Anfiteatro Pôr-do-Sol e foi até a entrada do Parque Gigante do Sport Club Internacional. Ao todo a prova contabilizava cerca de 4 km de percurso. Após o término, a organização distribuiu medalhas aos participantes e os vencedores receberam troféus. Maria Jussara Oliveira, recebeu um troféu de condecoração pela animação e força de vontade de participar. Um exemplo de saúde e vivacidade.

Asilo Padre Cacique

O Asilo Padre Cacique é uma organização não governamental, sem fins lucrativos, fundada em 19 de junho de 1898 pelo Padre baiano Joaquim Cacique de Barros, que já naquele século realizava obras assistenciais.

Originalmente foi concebido para abrigar mendigos. Hoje abriga 150 idosos carentes entre homens e mulheres, sendo que em torno de 40% não têm nenhum vínculo familiar e, por essa razão, dependem de uma relação afetiva com os funcionários e com os voluntários da Instituição, que atualmente é presidida pelo advogado Edson Brozoza. O Asilo objetiva proteger e incluir socialmente os idosos, estimulando sua vida social e emocional, oferecendo-lhes condições dignas de convivência.

Outras informações sobre o Asilo podem ser obtidas no site www.asilopadrecacique.com.br.

Fonte: Segs.com.br

Link: http://goo.gl/WbqAe

Aprender para investir melhor

Por Luciele Velluto

Por que a Bolsa de Valores caiu nos últimos meses? É melhor aplicar em renda fixa ou renda variável? Qual a diferença entre elas? Como eu faço para guardar dinheiro? Para responder a essas questões, escolas e instituições estão com vagas abertas em palestras e cursos, alguns gratuitos, destinados a quem quer aprender a administrar o próprio dinheiro ou se tornar um investidor.

Segundo especialistas, conhecimento é fundamental e saber o básico sobre investimentos é o primeiro passo para evitar perdas e até ajudar a administrar melhor o que entra e o que sai da conta bancária. “Falta educação e cultura financeira para o brasileiro. Ele precisa aprender a usar seu dinheiro com racionalidade”, explica Janes Teixeira, professor de finanças da Fundação Instituto de Administração (FIA) e da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap).

Para Teixeira, desenvolver o conhecimento e buscar educação financeira é uma forma de ampliar a cidadania das pessoas. “O cidadão precisa saber trabalhar, cuidar melhor do seu dinheiro até para ter uma vida melhor”, diz.

O professor de educação financeira da BM&F Bovespa, José Alberto Netto Filho, explica que para fazer os cursos e participar de palestras voltadas para finanças não precisa ter a aspiração de se tornar um investidor profissional, mas vontade de entender sobre seu próprio dinheiro e o que acontece com a economia brasileira e mundial, e como isso afeta o dia a dia.

“E não é porque a pessoa fez um curso que não vai errar. Mas ela precisa pelo menos ter uma noção de como funciona a Bolsa de Valores para entrar nesse mercado, saber que não é lugar de ganhar dinheiro fácil, por exemplo”, comenta o professor de educação financeira.

Netto também comenta que para procurar um curso a pessoa não precisa ter conhecimento prévio sobre mercado financeiro. “Muitas vezes há perguntas que parecem muito elementares que surgem nos cursos. Mas para essa pessoa é uma dúvida importante que precisa ser respondida. Tem que perguntar, tem que ir atrás de informação”, afirma.

Na BM&F Bovespa, com a queda da Bolsa nas últimas semanas por causa da crise econômica internacional, o número de inscritos no curso de finanças deu um salto, segundo o professor. O curso de educação financeira “Educar”, com turmas para adultos, jovens, mulheres e idosos, passou de 35 alunos por sala para 56 de junho a julho, uma alta de 62,5%. Já o curso de “Como Investir em Ações” passou de 597 inscritos para 1.121 no período, um aumento de 87,7%.

Experiência
Antes de aplicar seu dinheiro na Bolsa, o empresário Jorge Nahas, de 31 anos, foi procurar alguns cursos para aprender o funcionamento do mercado de ações.

“Eu tinha 17 anos quando me interessei sobre o assunto. Fiz um curso de matemática financeira para aprender a calcular o retorno dos meus investimentos e depois quis me aprofundar mais para entender como vender e comprar ações, analisar os indicadores e entender a economia”, conta.

Para Nahas, buscar informação ajudou a fazer dele um investidor mais seguro. “Eu não me desespero quando a Bolsa cai, como está ocorrendo agora”, diz.

O analista de sistemas Vinícius Cristiano de Almeida, de 28 anos, teve que recorrer a palestras para entender porque as ações que comprou pararam de valorizar.

“Eu entrei na Bolsa em 2009, quando ela estava em um período de recuperação. Isso trouxe uma falsa sensação de que tudo subia, achei que era fácil. Mas depois o mercado entrou em estabilidade e comecei a ter dificuldades”, diz.

Os cursos e palestras dos quais Almeida participou o ajudaram a continuar aplicando. “Se eu não tivesse investido em conhecimento, teria saído da Bolsa”, acrescenta.

Fonte: Jornal da Tarde

Site: http://goo.gl/g7Xid

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