nov 11
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Especialistas dão 12 dicas para você se livrar das dívidas
O fim do ano é um momento decisivo para quem tem algum tipo de dívida. Se o pagamento do 13º salário pode representar, para algumas pessoas, uma boa oportunidade para quitar pendências, as festas de dezembro podem facilmente desequilibrar o orçamento. Especialistas ouvidos pelo UOL listam, a seguir, 12 dicas para quem quer arrumar suas contas e entrar no ano de 2012, finalmente, no azul.
FAÇA UM MAPEAMENTO DA SITUAÇÃO
Os especialistas em finanças pessoais afirmam que primeiro passo é fazer um mapeamento das suas dívidas, um diagnóstico preciso de cada uma delas. Há quanto tempo você está endividado? Está devendo para quem? Qual o valor total da dívida? E dos juros? Obter essas respostas é fundamental, diz o consultor financeiro Mauro Calil, para que depois você consiga estabelecer prioridades de pagamento.
RESPONSABILIZE-SE POR SUA DÍVIDA
O endividamento muitas vezes é motivo de vergonha, fazendo com que a pessoa esconda a situação dentro de casa e evite procurar o credor –muitos chegam até a procurar empresas para fazer a negociação. São erros graves. “Foi você que fez as suas dívidas e é você que tem de resolver seus problemas”, diz o educador financeiro Reinaldo Domingos. “É imprescindível reunir a família, para que todos estejam juntos nessa missão”
ABRA MÃO DE INVESTIMENTOS
O pagamento da dívida deve ser prioridade, portanto é preciso aproveitar rendimentos extras, como o pagamento do 13º salário ou da restituição do Imposto de Renda, e abrir mão de investimentos. De acordo com o planejador financeiro Marcos Silvestre, por maior que seja o rendimento de uma aplicação financeira, sempre vai compensar mais tirar o dinheiro, quitar a dívida e economizar no pagamento dos juros.
ABRA MÃO DE ALGUNS BENS
Assim como muitas vezes será preciso abrir mão da poupança para quitar a dívida, no caso de dívidas muito altas ou que já duram muito tempo pode ser necessário tomar precauções com relação a alguns bens. “Busque, no seu patrimônio, bens que podem ser vendidos para quitar a dívida, como um carro, roupas ou até aquela sua coleção de discos de vinil”, aconselha o consultor financeiro Mauro Calil.
DESCUBRA ONDE É POSSÍVEL ECONOMIZAR
É fundamental reduzir as despesas mensais da família. “Dá para fazer economia até nos gastos essenciais. Nas contas de água, energia elétrica e telefone, por exemplo, existe um excesso de pelo menos 20% que pode ser cortado”, diz o educador financeiro Reinaldo Domingos. “É melhor fazer um rebaixamento intenso da qualidade de vida de forma planejada do que de maneira forçada lá na frente”, afirma o planejador financeiro Marcos Silvestre.
ANALISE SUA CAPACIDADE DE PAGAMENTO
Faça as contas e descubra de quanto dinheiro você poderá abrir mão por mês para pagar as prestações da sua dívida. É normal o consumidor querer pagar o máximo possível por mês, mas isso pode não ser tão fácil de cumprir. Para o consultor financeiro Mauro Calil, o mais razoável é reservar cerca de 70% da renda para os gastos do dia a dia da família e cerca de 30% para o pagamento das prestações.
ESTABELEÇA PRIORIDADES
Dívidas mais caras e mais perigosas devem ser pagas primeiro. As mais caras são aquelas com cartão de crédito, por exemplo, que têm juros muito altos. As mais perigosas, diz o planejador financeiro Marcos Silvestre, são aquelas cujo não-pagamento pode gerar alguma penalidade. É o caso, por exemplo, do condomínio, que pode resultar na penhora do imóvel, ou do financiamento da casa própria, que pode até levá-la a leilão
PEÇA UM EMPRÉSTIMO
Se a única saída para pagar a dívida for pedir um novo empréstimo, opte por uma linha de financiamento com juros mais baixos, como o Crédito Direto ao Consumidor (2,24% ao mês, segundo a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade). Outra opção é o crédito consignado, cujos juros também não costumam ultrapassar 3% ao mês –ele só é oferecido pelas empresas e órgãos públicos a seus funcionários.
NEGOCIE COM OS CREDORES
“Só procure o credor quando souber exatamente o tipo de acordo que poderá fechar com ele”, aconselha o educador financeiro Reinaldo Domingos. Assim, quando for negociar com o banco ou a financeira, tenha na cabeça o valor que poderá pagar de prestação por mês. “O credor também tem interesse em negociar porque, para ele, é melhor receber algo do que nada”, diz o consultor financeiro Mauro Calil.
CUMPRA O QUE FOI COMBINADO
“O pior de pagar uma dívida é fazer um acordo e não conseguir cumprir”, diz o educador financeiro Reinaldo Domingos. “Dali a dois ou três meses você estará com o mesmo problema.” Cumprir exatamente o que foi combinado com o banco ou a financeira é, assim, fundamental –assim como evitar novas dívidas enquanto as antigas não forem pagas, acrescenta o consultor financeiro Mauro Calil.
EVITE AS LISTAS NEGRAS
Se você está em dívida com um banco ou uma empresa, seu nome pode ser enviado aos cadastros de proteção ao crédito, mas só se você for avisado antes. O ideal, no entanto, é fazer a negociação antes que isso aconteça, porque ter o nome numa lista dessas impede a tomada de novos empréstimos, por exemplo.
MUDE SEUS HÁBITOS
Aproveite para promover uma mudança nos seus hábitos financeiros. Uma dica do consultor Mauro Calil é cortar o limite do cheque especial e do cartão de crédito. Ter dois cartões, por exemplo, é suficiente. “A soma dos limites dos seus cartões não pode ultrapassar 50% da sua renda líquida”, diz Calil. Assim, se você recebe R$ 5.000 por mês, cada cartão deve ter um limite máximo de R$ 1.250. Assim você evita cair novamente na armadilha das dívidas
