Especialistas dão 12 dicas para você se livrar das dívidas

O fim do ano é um momento decisivo para quem tem algum tipo de dívida. Se o pagamento do 13º salário pode representar, para algumas pessoas, uma boa oportunidade para quitar pendências, as festas de dezembro podem facilmente desequilibrar o orçamento. Especialistas ouvidos pelo UOL listam, a seguir, 12 dicas para quem quer arrumar suas contas e entrar no ano de 2012, finalmente, no azul.

FAÇA UM MAPEAMENTO DA SITUAÇÃO

Os especialistas em finanças pessoais afirmam que primeiro passo é fazer um mapeamento das suas dívidas, um diagnóstico preciso de cada uma delas. Há quanto tempo você está endividado? Está devendo para quem? Qual o valor total da dívida? E dos juros? Obter essas respostas é fundamental, diz o consultor financeiro Mauro Calil, para que depois você consiga estabelecer prioridades de pagamento.

RESPONSABILIZE-SE POR SUA DÍVIDA

O endividamento muitas vezes é motivo de vergonha, fazendo com que a pessoa esconda a situação dentro de casa e evite procurar o credor –muitos chegam até a procurar empresas para fazer a negociação. São erros graves. “Foi você que fez as suas dívidas e é você que tem de resolver seus problemas”, diz o educador financeiro Reinaldo Domingos. “É imprescindível reunir a família, para que todos estejam juntos nessa missão”

ABRA MÃO DE INVESTIMENTOS

O pagamento da dívida deve ser prioridade, portanto é preciso aproveitar rendimentos extras, como o pagamento do 13º salário ou da restituição do Imposto de Renda, e abrir mão de investimentos. De acordo com o planejador financeiro Marcos Silvestre, por maior que seja o rendimento de uma aplicação financeira, sempre vai compensar mais tirar o dinheiro, quitar a dívida e economizar no pagamento dos juros.

ABRA MÃO DE ALGUNS BENS

Assim como muitas vezes será preciso abrir mão da poupança para quitar a dívida, no caso de dívidas muito altas ou que já duram muito tempo pode ser necessário tomar precauções com relação a alguns bens. “Busque, no seu patrimônio, bens que podem ser vendidos para quitar a dívida, como um carro, roupas ou até aquela sua coleção de discos de vinil”, aconselha o consultor financeiro Mauro Calil.

DESCUBRA ONDE É POSSÍVEL ECONOMIZAR

É fundamental reduzir as despesas mensais da família. “Dá para fazer economia até nos gastos essenciais. Nas contas de água, energia elétrica e telefone, por exemplo, existe um excesso de pelo menos 20% que pode ser cortado”, diz o educador financeiro Reinaldo Domingos. “É melhor fazer um rebaixamento intenso da qualidade de vida de forma planejada do que de maneira forçada lá na frente”, afirma o planejador financeiro Marcos Silvestre.

ANALISE SUA CAPACIDADE DE PAGAMENTO

Faça as contas e descubra de quanto dinheiro você poderá abrir mão por mês para pagar as prestações da sua dívida. É normal o consumidor querer pagar o máximo possível por mês, mas isso pode não ser tão fácil de cumprir. Para o consultor financeiro Mauro Calil, o mais razoável é reservar cerca de 70% da renda para os gastos do dia a dia da família e cerca de 30% para o pagamento das prestações.

ESTABELEÇA PRIORIDADES

Dívidas mais caras e mais perigosas devem ser pagas primeiro. As mais caras são aquelas com cartão de crédito, por exemplo, que têm juros muito altos. As mais perigosas, diz o planejador financeiro Marcos Silvestre, são aquelas cujo não-pagamento pode gerar alguma penalidade. É o caso, por exemplo, do condomínio, que pode resultar na penhora do imóvel, ou do financiamento da casa própria, que pode até levá-la a leilão

PEÇA UM EMPRÉSTIMO

Se a única saída para pagar a dívida for pedir um novo empréstimo, opte por uma linha de financiamento com juros mais baixos, como o Crédito Direto ao Consumidor (2,24% ao mês, segundo a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade). Outra opção é o crédito consignado, cujos juros também não costumam ultrapassar 3% ao mês –ele só é oferecido pelas empresas e órgãos públicos a seus funcionários.

NEGOCIE COM OS CREDORES

“Só procure o credor quando souber exatamente o tipo de acordo que poderá fechar com ele”, aconselha o educador financeiro Reinaldo Domingos. Assim, quando for negociar com o banco ou a financeira, tenha na cabeça o valor que poderá pagar de prestação por mês. “O credor também tem interesse em negociar porque, para ele, é melhor receber algo do que nada”, diz o consultor financeiro Mauro Calil.

CUMPRA O QUE FOI COMBINADO

“O pior de pagar uma dívida é fazer um acordo e não conseguir cumprir”, diz o educador financeiro Reinaldo Domingos. “Dali a dois ou três meses você estará com o mesmo problema.” Cumprir exatamente o que foi combinado com o banco ou a financeira é, assim, fundamental –assim como evitar novas dívidas enquanto as antigas não forem pagas, acrescenta o consultor financeiro Mauro Calil.

EVITE AS LISTAS NEGRAS

Se você está em dívida com um banco ou uma empresa, seu nome pode ser enviado aos cadastros de proteção ao crédito, mas só se você for avisado antes. O ideal, no entanto, é fazer a negociação antes que isso aconteça, porque ter o nome numa lista dessas impede a tomada de novos empréstimos, por exemplo.

MUDE SEUS HÁBITOS

Aproveite para promover uma mudança nos seus hábitos financeiros. Uma dica do consultor Mauro Calil é cortar o limite do cheque especial e do cartão de crédito. Ter dois cartões, por exemplo, é suficiente. “A soma dos limites dos seus cartões não pode ultrapassar 50% da sua renda líquida”, diz Calil. Assim, se você recebe R$ 5.000 por mês, cada cartão deve ter um limite máximo de R$ 1.250. Assim você evita cair novamente na armadilha das dívidas

Fim de ano: 60% dos brasileiros devem usar 13º salário para pagar dívidas

Este ano, mais brasileiros pretendem usar o 13º salário para quitar dívidas já existentes, em vez de comprar presentes.

Segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira (7) pela Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), 60% dos entrevistados disseram que pretendem usar o ‘salário extra’ para pagar dívidas já contraídas –um aumento de 3 pontos percentuais em relação ao ano passado (57%).

De acordo com o estudo, isso aponta um maior endividamento dos consumidores, graças à redução da atividade econômica e da inflação mais elevada este ano.

Por outro lado, diminuiu o número de pessoas que pensam em gastar parte do 13º salário para comprar presentes neste fim de ano: passou de 19% em 2010 para 17% em 2011.

Para a Anefac, o movimento “demonstra maiores dificuldades e preocupações dos consumidores com os gastos neste ano”.

O levantamento ouviu 631 consumidores de todas as classes sociais.

DÍVIDAS: cartão de crédito e cheque especial

Quase 80% dos consumidores brasileiros que pretendem utilizar os recursos do 13º salário para quitar dívidas devem utilizar o abono para zerar as pendências com o cartão de crédito e o cheque especial.

Segundo a pesquisa da Anefac, 39% dos brasileiros que vão utilizar o dinheiro para pagar dívidas destinarão o benefício para suas pendências com cartão de crédito. Frente a 2010 (38%), houve um aumento de 1 ponto percentual.

Ainda entre os consumidores que decidiram usar o 13° para pagar suas contas em atraso, 37% pretendem regularizar as dívidas com cheque especial. Na comparação anual, houve alta de 1 p.p. nesse volume.

Fonte: Uol Notpicias

Site: http://goo.gl/9PkZj

SAP (SP) recebe inscrições para 1.000 vagas de agente de escolta; paga R$ 1.679

A SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) do Estado de São Paulo está com inscrições abertas para o preenchimento de 1.000 vagas na função de agente de escolta e vigilância penitenciária (sexo masculino). Haverá reserva de 50 postos para candidatos deficientes desde que a deficiência seja compatível com as atribuições do cargo.
Para concorrer a uma das vagas, os candidatos devem ter idade entre 18 e 40 anos, ensino médio completo, estatura mínima de 1,65m e carteira de habilitação categoria “B”, “C”, “D” ou “E”.

O valor da remuneração inicial é de R$1.679,78.

Atribuições

O agente de vigilância e escolta penitenciária irá desempenhar atividades de escolta e custódia de presos, em movimentações externas e a guarda das unidades prisionais, entre outras atividades relacionadas no item 2.3 do edital.

Inscrição

Os interessados devem se inscrever, até as 16h do dia 7 de dezembro, no site da Fundação Vunesp. O valor da taxa é de R$ 45. Os candidatos que não possuem acesso à internet poderão utilizar os Infocentros do Programa Acessa São Paulo.

Prova

O concurso terá quatro fases: prova objetiva; prova de aptidão psicológica; prova de condicionamento físico; e comprovação de idoneidade e conduta ilibada na vida pública e na vida privada.

A prova objetiva será composta por 50 questões de língua portuguesa (25), matemática (15) conhecimentos gerais (10). O exame está previsto para ser aplicado no dia 22 de janeiro de 2012 (período da tarde) nas cidades de Bauru, Campinas, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, São Paulo, Sorocaba e Taubaté.

O concurso terá validade de dois anos, podendo ser prorrogado por igual período.

As informações foram fornecidas pela Vunesp. É recomendável confirmar datas e horários para se prevenir de alterações posteriores à publicação deste texto.

Fonte: Uol Empregos

Site: http://goo.gl/ovRkE

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Infelicidade no trabalho atinge 1 em 3 profissionais

“Foi o pior ano da minha vida”, desabafa Amanda Moscardi, 31, sobre o período em que atuou em uma agência de promoção e eventos.

Trabalho excessivo e problemas com os chefes interferiram em sua vida pessoal. Então noiva, ela diz quase ter cancelado o casamento.

“Não via meu namorado e, por isso, brigávamos muito. Não estava empolgada e faltei a provas do vestido de noiva”, lembra Moscardi, que pediu demissão e se casou.

Como ela, outros profissionais reclamam de insatisfação no trabalho. Pesquisa realizada no primeiro semestre de 2011 pela Weigel Coaching com mil pessoas de São Paulo e do Rio Grande do Sul aponta que 32,2% se sentem parcialmente felizes ou infelizes profissionalmente.

Outro estudo, feito no ano passado pela consultoria Hays com 430 trabalhadores de São Paulo e do Rio de Janeiro, revela o mesmo cenário: 32% estão infelizes.

A realidade indicada pelos levantamentos, obtidos com exclusividade pela Folha, agrava-se à medida que o país cresce, dizem especialistas. “O mar de possibilidades que se abriu [no mercado] eleva o grau de insatisfação”, frisa Jaqueline Weigel, “coach” responsável pela pesquisa.

Os trabalhadores “sentem-se motivados a buscar um lugar nessa festa” e tendem a acreditar que estariam melhor em outra empresa, diz.

Quando o mercado era mais fechado, completa Gustavo Costa, diretor da Hays em São Paulo, os profissionais frustravam-se menos “porque não havia escolha”.

FALTA DE PLANO É PRINCIPAL MOTIVO
Ausência de projetos de carreira de longo prazo é um dos motivadores da infelicidade no trabalho. Dos profissionais ouvidos pela Weigel Coaching que se dizem felizes, 95% têm metas claras para os próximos cinco anos.

Quando não há planejamento de longo prazo, a insegurança no presente é maior, explica José Augusto Figueiredo, vice-presidente de operações da DBM Brasil e América Latina.

“Sem projetos, você perde a direção, e a sensação de angústia aumenta”, afirma.

Diretora de empresa, a administradora Rosana Sun, 38, não tinha plano de longo prazo. “Já estava quase no topo.”

Quando perdeu autonomia, sua insatisfação chegou ao ápice. O setor em que estava havia sido incorporado por outro, mais engessado.

As tarefas em excesso pesaram no grau de infelicidade. A morte do padrinho foi a gota d’água. “Não me despedi dele porque estava em reunião. Para cumprir responsabilidades, entrei em um círculo no qual dava mais importância ao trabalho.”

Quatro meses após as mudanças na empresa, Sun pediu demissão. Fez as malas e viajou por um ano.

Líderes centralizadores, ausência de desafios e de reconhecimento e ambientes competitivos e que não apresentam perspectivas de crescimento completam a lista dos fatores que levam à infelicidade no trabalho.

A chefe que gritava com a equipe e a falta de organização da empresa foram os motivos da insatisfação da documentista imobiliária G.C.B., 19. “Acordava desanimada todas as manhãs”, conta.

Atrasos no pagamento do salário resultaram na saída da jovem após três meses. “Aguentei até demais.”

As empresas não estão preparadas para identificar trabalhadores infelizes e elaborar políticas de ação para reverter esse quadro, de acordo com Alexandre Giomo, da Leme Consultoria e professor da FIA (Fundação Instituto de Administração).

Fonte: Folha Online

Site: http://www.folha.com.br/no994847

Venda de material de construção sobe 7% em setembro

As vendas de materiais de construção no Brasil cresceram 7% em setembro na comparação com o mesmo mês do ano passado, informou nesta quarta-feira a associação que representa o setor, Abramat.

Em relação a agosto, entretanto, o varejo de materiais registrou queda de 0,5%. Já no acumulado do ano até setembro, o setor desacelerou, com as vendas aumentando 2,2%, bem abaixo da meta traçada para o fechado de 2011, de alta de 5% no faturamento do setor.

“A redução do ritmo das grandes obras e o aumento das importações de materiais de construção são os principais fatores associados ao resultado abaixo da expectativa”, afirmou o presidente da Abramat, Walter Cover, em nota, citando ainda as reações do mercado às medidas de contenção da inflação adotadas pelo governo e a redução do ritmo das obras do programa “Minha Casa, Minha Vida”.

No mês passado, o número de empregos gerados na indústria de materiais subiu 6,1% sobre igual período em 2010 e 0,9% ante agosto.

“As expectativas do setor para o próximo trimestre estão otimistas, apoiadas na continuidade da elevada disponibilidade de crédito, do elevado nível de emprego no mercado e na continuidade da desoneração do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) dos materiais até 2012″, segundo a entidade.

Na semana passada, a Abramat divulgou estudo, realizado em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), em que indicava a desaceleração da indústria de materiais em 2011. As vendas reais de materiais caíram 2% no segundo trimestre, enquanto nos seis primeiros meses do ano a queda acumulada foi de 1,2%.

Fonte: Folha Online

Site: http://goo.gl/RfoSV

Saúde na Terceira Idade

“A população brasileira está envelhecendo. Já são mais de 10 milhões de brasileiros com mais de 65 anos e a previsão é de que esse crescimento se acelere. Com o avançar da idade aumentam os risco de várias doenças, portanto é necessário redobrar os cuidados para viver a Terceira Idade com muita saúde”.

Introdução

A população idosa está crescendo no nosso país. Segundo dados de projeção do IBGE, hoje existem mais de 10 milhões de idosos no país e em 10 anos serão mais de 15 milhões, ou seja, um crescimento de 50%.

Com o envelhecimento da população cresce também a preocupação com a saúde. As medidas de prevenção de doenças devem ser focadas em aumentar os anos de vida vividos com saúde, e não meramente prolongar a vida.

Check up

Com o avançar da idade aumentam as chances de determinadas doenças, como as doenças cardíacas, alguns tipos de câncer, dentre outros. Por isso, são recomendados alguns exames médicos e laboratoriais periódicos que buscam identificar problemas que ainda não se estabeleceram ou que ainda não deram nenhum sinal de sua existência com o objetivo de detectá-los precocemente e tratá-los evitando problemas maiores.

Os principais exames são:

• Medida dos níveis de colesterol: níveis elevados de colesterol aumentam o risco de problemas cardíacos como o infarto. Recomenda-se até mesmo que sejam realizados nos adultos jovens.

• Medida da pressão arterial: a hipertensão arterial, ou “pressão alta” também aumenta o risco de doenças cardíacas e as medidas da pressão arterial devem ser realizadas em todos os idosos a cada visita ao médico, ou pelo menos a cada ano.

• Exame clínico da mama e mamografia: a fim de detectar precocemente o câncer de mama, as mulheres devem realizar o exame clínico das mamas e a mamografia a cada 1 ou 2 anos. A mamografia deve ser realizada em todas a mulheres acima de 50 anos ou mais novas caso haja casos na família de câncer de mama.

• Exame de sangue oculto nas fezes, sigmoidoscopia e exame total do colo: esses exames visam pesquisar o câncer na parte mais distal do intestino, chamado de câncer colorretal. É recomendado a partir de 75 anos, ou antes, caso haja casos na família.

• Exame preventivo de câncer do colo do útero (Papanicolaou): deve ser realizado em todas as mulheres a cada 1 a 3 anos e pode ser encerrado nas mulheres com mais de 65 anos com três exames anteriores recentes normais.

• Toque retal e PSA: são medidas para pesquisa de câncer de próstata. É aconselhável para os homens entre 50 e 70 anos.

• Exame da pele: o médico deverá estar atento e examinar toda a pele a procura de lesões cancerosas e aconselha-se a realização de um exame periódico da pele por um dermatologista para as pessoas com maior de risco para desenvolver câncer de pele.

• Glicemia de jejum: esse exame mede a quantidade de glicose (açúcar) no sangue a procura de Diabetes mellitus. A Associação Americana de Diabetes recomenda a sua realização a cada 3 anos, principalmente para as pessoas com maior risco, como as pessoas obesas.

• Medida do hormônio TSH: esse exame é realizado para se pesquisar alterações na tireóide, como o hipo e hiperteoidismo. Recomenda-se para todas a mulheres acima de 65 anos.

• Pesquisa de glaucoma pelo oftalmologista: recomenda-se para todos acima de 65 anos.

É importante ressaltar que essas são recomendações gerais, ficando sempre a critério do seu médico quais exames solicitar e quando solicitar, dependendo da avaliação individual.

Medidas de prevenção

Outras medidas importantes de prevenção de doenças na terceira idade devem ser lembradas:

Parar de fumar: o tabagismo é um importante fator de risco para várias doenças, como o câncer de pulmão, câncer de laringe, câncer da cavidade oral e outros tipos de câncer, asma, bronquite crônica, doenças cardíacas, derrame, úlcera, menopausa precoce, osteoporose, catarata, envelhecimento precoce e muitas outras. Portanto, parar de fumar previne uma série de doenças e diminui a mortalidade na população idosa.

Realizar atividade física regularmente: o exercício físico regular pode reduzir potencialmente o risco de doenças cardiovasculares, osteoporose, fraturas de bacia, e a diminuição da capacidade física funcional. Mesmo as pessoas idosas aumentam a sua força, equilíbrio e resistência com a prática de atividades físicas.

Dieta: para a população em geral, é recomendada uma dieta com redução de gorduras e aumento de frutas, vegetais e grãos.

Suplemento de vitamina D e cálcio: é recomendado, particularmente para as mulheres idosas, para a prevenção de osteoporose.

Prevenção de acidentes: é recomendado, assim como para todos os motoristas, o uso de cinto de segurança e não ingerir bebida alcoólica quando for dirigir. Devem ser tomadas medidas para diminuir o risco de quedas, como exercícios físicos regulares, evitar situações de risco e reduzir os perigos do ambiente, como por exemplo, o uso do corrimão nas escadas. É recomendado também o ajuste contínuo nas doses dos medicamentos para reduzir os riscos de quedas.

Vacinações: as vacinações contra influenza e pneumococo são recomendadas como importantes medidas de estratégia de saúde pública para a população idosa. A vacinação contra o influenza, também chamada de vacina contra gripe, resulta em uma grande diminuição da hospitalização por doenças respiratórias na população idosa. O pneumococo é uma importante causa de pneumonia em toda a população. A vacinação contra a gripe deve ser realizada anualmente, enquanto a vacina contra o pneumococo dever ser realizada apenas uma vez.

Terapia de reposição hormonal: alguns estudos mostraram uma significativa redução de doenças cardíacas e fraturas nas mulheres em uso de terapia de reposição hormonal. Em oposição, a terapia de reposição de estrógeno está associada com o aumento do risco de câncer de endométrio (risco abolido com o uso da terapia combinada), e a terapia de reposição de estrógeno ou a terapia combinada estão provavelmente associadas com um pequeno aumento no risco de câncer de mama. As mulheres idosas devem ser aconselhadas sobre os risco e benefícios da terapia de reposição hormonal e avaliar, juntamente com o seu médico, o seu uso ou não.

Conclusão

Com o avançar da idade aumentam os risco de muitas doenças. Mas através de medidas de prevenção pode-se não apenas prolongar a vida, mas proporcionar anos de vida com qualidade, que é o mais importante.

É importante relembrar que nesta fase da vida é imprescindível a visita ao médico, que através da avaliação pessoal, irá determinar os exames e procedimentos de prevenção necessários e indicar a atividade física e dieta mais apropriadas.

Fonte: Boa Saúde

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Tratamento médico em excesso custa quase US$ 7 bilhões

“Overtreatment”: excesso de procedimentos que, além de não fazer diferença no desfecho do problema do paciente, às vezes até pode piorar a situação –e aumentar muito os custos em saúde.

O assunto está no centro dos debates no meio médico nos Estados Unidos, presente em congressos e na literatura científica.

Na edição deste mês, o periódico “Archives of Internal Medicine” publicou um estudo em que estima um desperdício médio anual de US$ 6,76 bilhões em tratamentos não recomendados ou desnecessários no país. E isso só no âmbito dos cuidados primários (clínica médica, pediatria e medicina de família).

O estudo, que envolveu pesquisadores de quatro instituições, concluiu que, dentro de um universo de quase 1 milhão de atendimentos avaliados, até 56% deles tiveram procedimentos inadequados nesse sentido.

Com base no trabalho, a Aliança Nacional dos Médicos (National Physicians Alliance) americana lançou no último fim de semana, durante conferência em Washington, uma campanha para promover as boas práticas clínicas entre os profissionais de saúde do país.

OS CAMPEÕES

Foram escolhidos os cinco procedimentos que mais frequentemente são feitos sem necessidade, segundo critérios do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) e de instituições que trabalham com medicina baseada em evidências, como a britânica Cochrane.

Na área de clínica geral, por exemplo, foi recomendado não prescrever antibiótico para sinusite a menos que os sintomas (secreção nasal purulenta e dor maxilar ou facial) persistam por mais de uma semana.

A justificativa é que a maioria desses episódios são virais e desaparecem por si só. No entanto, antibióticos são prescritos para até 80% dos pacientes desde o início dos sintomas, segundo o médico Stephen Smith, diretor da campanha da National Physicians Alliance.

Na pediatria, a prescrição de antibióticos também não está recomendada em casos de faringite, a menos que haja teste bacteriano (Streptococcus) positivo.

A razão é a mesma: a maioria dessas inflamações de garganta é provocada por vírus e não vai responder aos antibióticos. Mesmo assim, essas drogas ainda são usadas em mais de 50% dos casos.

“O uso incorreto de antibióticos traz riscos em potencial para pacientes, aumenta a resistência bacteriana e os custos em saúde”, diz Smith.

Na área de medicina de família, as recomendações abordam exames tidos como desnecessários para certos perfis de pacientes. É o caso da densitometria óssea antes dos 65 anos (mulheres) e 70 anos (homens).

“É dever do profissional de saúde saber identificar o que não é benéfico para o paciente, especialmente se isso envolver custos ao sistema de saúde”, pontua Howard Brody, diretor do Instituto para as Humanidades Médicas da Universidade do Texas.

Para a médica Rita Redberg, editora do periódico “Archives of Internal Medicine”, a questão também passa por conflitos de interesse. “Há muita influência da indústria nas decisões médicas. Precisamos fazer da prevenção a nossa prioridade e evitar procedimentos e que não ajudam o paciente.”

Fonte: Folha Online

Site: http://goo.gl/eOBrU

E-Commerce é popular entre consumidores da terceira idade, diz estudo global

Consumidores de idade madura ao redor do globo estão cada vez mais usando novas tecnologias, de acordo com novo trabalho intitulado “What Do Mature Consumers Want?“. Dados do estudo indicam que 87% dos consumidores em todo o mundo com idades entre 60-64 usam telefones móveis, assim como 74% dos que tem entre 65-79 anos e 50% entre os mais velhos de 80 anos.

Embora a taxas de uso da internet e de compras via comércio eletrônico pelos grupos etários mais elevados ainda não estejam tão altas, tem se verificado uma sólida penetração em sua utilização por usuários maiores de 60 anos.

Por exemplo, 68% dos consumidores que tem entre 60-64 anos utilizam regularmente a internet, número que cai para 46% entre os consumidores de 65-79 anos e 19% entre os maiores de 80 anos. Além disso, 49% dos usuários de 60-64 anos compram pelo e-commerce, enquanto 41% entre os de 65-79 anos o fazem e 29% dentre os maiores de 80 anos.

69% dos entrevistados têm telefone fixo e celular. A porcentagem dos que utilizam apenas telefones móveis é de 11%, enquanto 22% têm apenas os telefones fixos. Além disso, exatamente a metade dos entrevistados usa a internet, com 20% a utilizando para compras, pesquisas e comunicação.

Dois terços dentre os entrevistados com 70-80 anos compra ao menos duas vezes por semana. Eles compram em diversos horários, preferindo ir realizando-as ao longo da semana, de preferência cedo da manhã, quando as lojas encontram-se vazias. Quanto mais velhos ficam, mais preferem comprar em lojas pequenas e perto de suas casas e são mais propensos a irem caminhando as lojas do que de carro ou carona. A análise da A.T. Kearney mostra que a proximidade é quase sempre umas das principais razões para escolher alguma loja específica.

Além disso, consumidores maduros gastam proporcionalmente menos de suas rendas em roupas e transportes do que pessoas com menos de 60, e mais em comida, bebidas e produtos de saúde sem receitas. Compram uma quantidade menor de itens, mas com um valor médio mais elevado.

Os dados da A.T. Kearney indicam que a esmagadora maioria dos consumidores maduros busca produtos de qualidade, são alheios a marcas, e não são particularmente sensíveis ao preço, mesmo que suas rendas sejam abaixo da média. Esta tendência aumenta ainda mais com o envelhecimento.

Em todo o mundo, consumidores com 60 anos ou mais gastaram mais de US$ 8 trilhões em 2010. Para 2020, A.T.Kearney projeta que irão gastar cerca de US$ 15 trilhões, um aumento de cerca de 90%. Uma análise sobre a parcela da renda correspondente aos indivíduos de 60 anos ou mais em diversas regiões econômicas indica que elas irão continuar crescendo até 2020.

Cerca de 43% dos participantes do estudo afirmaram que irão adquirir produtos promocionais apenas se acreditarem que a qualidade é comparável ao produto que usualmente compram, com 34% afirmando que comprar produtos em promoção sempre que podem, e 22% afirmam que promoções não lhes causam impacto.

A A.T. Kearney realizou esta pesquisa global com 2.947 pessoas em 23 países. Participantes vivem em cidades, vilas e áreas rurais com idades superior a 60 anos. Metade das entrevistas foram realizadas pessoalmente em diversos estabelecimentos comerciais: hipermercados, shopping centers, supermercados, mercados de bairro e pequenas lojas. A outra metade foi realizada via questionários postados no site da A.T. Kearney, com informações adicionais sendo normalmente recolhidas pessoalmente ou por entrevistas telefônicas

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Treinamentos especiais para a terceira idade amenizam dores

Quanto mais velho, melhor. A afirmação não se refere a algum tipo de bebida que, eventualmente, ganhe em qualidade conforme o passar dos anos em tonéis. Trata-se do cérebro humano. Diferentemente do que se imagina, a mente ganha maior competência para resolver problemas complexos a partir dos 40 anos, indicam estudos divulgados recentemente nos Estados Unidos.

Apesar de lapsos de memória ocorrerem mais frequentemente, maior distração ou pequenos esquecimentos como onde deixamos as chaves ou o nome de alguém conhecido, o cérebro se torna mais talentoso conforme envelhecemos.

Além da pesquisa estrangeira, exemplos bem próximos comprovam que, de fato, nosso cérebro fica mais treinado após os 40. “Antigamente, quando a pessoa atingia a fase próxima aos 50 anos, a tendência era de se fechar. Atualmente, e isso ocorre com mais frequência a partir dos anos 1990, as pessoas de meia e terceira idade buscam envolver-se em atividades, ainda mais as prazerosas”, observa a psicóloga Gislaine Audi Fantini, coordenadora do projeto Universidade Aberta à Terceira Idade (UATI) pela Universidade Sagrado Coração (USC).

Segundo ela, a tendência pela busca por atividades lúdicas e de entretenimento mostra que a população de meia e terceira idade, além de ter aumentado, quer qualidade de vida. Isso, consequentemente, acredita a psicóloga, serve de incentivo para o envolvimento tanto social quanto cultural com “treinamento” da mente, assim mais habilidosa.

Quem atesta o argumento é o professor aposentado Vitório Derganuti Assi. Aos 67 anos, ele coleciona quatro diplomas, três deles universitários. Ele apenas aguarda a retomada das aulas de espanhol na UATI para, em breve, adicionar mais um canudo à coleção.

Porém, ensina Vitório, não basta esperar o tempo passar. Para que nossa cabeça fique afiada, é preciso treinamento. “Só fica bem quem procura a habilidade. Quem não treina, fica na saudade”, decreta. “O cérebro gosta de ser provocado, a mente precisa de atividades”, salienta.

Colega de Vitório na UATI, a também professora aposentada Marisa Maria Pereira de Paiva, de 65 anos, encara o desafio de estudar alemão. “O idioma é mais difícil, até para quem tem noção de inglês”, diferencia.

Além de se considerar mais habilidosa nos estudos e em outras atividades Marisa diz que, além do “efeito tempo”, a atual condição de vida, de boa parte dos idosos, permite que eles busquem o aperfeiçoamento pessoal, diferentemente de outros tempos, em que as atenções eram voltadas exclusivamente ao bem estar da família.

“Sem a preocupação exclusiva com os filhos ou a casa é mais fácil você se organizar e buscar novos objetivos, ao contrário de antes, quando a preocupação era o trabalho e o sustento da casa”, compara Marisa, que brinca com o suposto esquecimento comum aos mais experientes. “Para falar a verdade, a memória falhava mais antes”, descontrai.

“Sou mais objetiva, lembro agora das coisas melhor do que antes”, diferencia. “Isso também é fruto da habilidade, depois que a gente treina mais”, atribui. Aposentada há 14 anos, ela se diz pronta para o desafio de seguir com as aulas do novo idioma, considerado de difícil aprendizado. “Escolhi justamente porque o alemão era ‘grego’ para mim”, brinca. “Vou tentar descobrir como funciona a gramática”, vislumbra.

Pesquisas

Os novos estudos sobre a Melhor Idade do Cérebro foram reunidos num livro, publicado pela jornalista norte-americana Bárbara Strauch, editora de ciência do jornal “The New York Times”.

Conforme a obra, intitulada “O Melhor Cérebro da Sua Vida”, as pequenas perdas, como a dificuldade maior em aprender novas tecnologias, são compensadas com habilidade em ações pontuais.

Uma pesquisa da também norte-americana Universidade de Stanford, feita com 118 pilotos de avião com idades entre 40 e 69 , mostrou que os mais velhos foram mais eficientes para evitar colisões em testes realizados em simuladores de voos. Ainda de acordo com as pesquisas reunidas pela jornalista, estudos de memorização de palavras indicaram que os jovens adultos usam apenas a parte interna do lobo frontal para o resgate de expressões. Os mais velhos utilizam ambos na busca por palavras.

Para a coordenadora do projeto mantido em Bauru, onde alunos com mais de 50 anos podem cursar, na condição de ouvintes, diversas disciplinas de graduação bem como atividades específicas (como informática, história, teatro ou línguas), há uma nova visão sobre a chamada melhor idade, mais habilidosa e perspicaz. “Envelhecer está na moda”, conceitua Gislaine.

Sem crise

A adesão a atividades, sejam culturais ou de mero entretenimento, também propicia ganhos sociais aos participantes, enfatiza a psicóloga. Esse é outro quesito que vai ao encontro das pesquisas divulgadas recentemente no Exterior. Ou seja, a visão de declínio ou depressão conforme o passar dos anos, cada vez mais é deixada para trás, fazendo da chamada “crise da meia idade”, um mito. Para quem se mantém saudável, obviamente, a meia idade (hoje compreendida dos 40 aos 68 anos, pode ser um dos períodos mais ricos e proveitosos da vida, defende a autora. Além disso, acentua a jornalista norte-americana, caso a memória ainda teime em falhar, outra ferramenta, também cada vez mais acessada pelas faixas de meia e terceira idade, pode ser requisitada sempre. “Temos sorte: se não conseguirmos lembrar de alguma coisa, é só dar um Google”, descontrai.

Fonte: Jornal A Cidade

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Pessoas mais velhas são mais felizes no Brasil e na África do Sul

Pessoas mais velhas são mais felizes no Brasil e na África do Sul

Uma pesquisa recente sugere que, com as políticas certas, um país em desenvolvimento pode melhorar o bem-estar de cidadãos mais velhos, como acontece no Brasil e na África do Sul.

Nos dois países, o nível de satisfação melhorou entre 2002 e 2008, devido a uma combinação de crescimento econômico e políticas sociais, segundo estudo do “New Dynamics of Ageing Programme”, uma colaboração única entre cinco institutos de pesquisa ingleses.

- Geralmente assumimos que as pessoas ficarão mais pobres e infelizes na velhice, mas nesses países isso não acontece – diz o professor Armando Barrientos, diretor de pesquisas do Instituto de Pobreza Mundial da Universidade Manchester Brooks.

O estudo incluiu mil lares e observou os fatores que influenciavam o bem-estar da população mais velha. Quando novos dados foram comparados com os coletados em 2002, as informações foram atribuídas à satisfação com relacionamentos em família, além da influência econômica e condições de mercado de trabalho, mas as políticas sociais também desempenharam papéis importantes.

Para famílias de baixa renda os rendimentos recebidos pelos idosos foram fundamentais para o sentimento de melhora de vida observado na pesquisa.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2011/09/30/pessoas-mais-velhas-sao-mais-felizes-no-brasil-na-africa-do-sul-925478898.asp#ixzz1ZjuHASbB
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